Devia estar na casa de uns dez graus. Dez para as seis da matina em Campo Grande e lá fui eu ligar a televisão para ver o jogo da seleção. O amistoso com a Argentina já era uma atração, no mínimo, pitoresca pela experiência de não ouvir aquela melodia de gosto duvidoso “eu sei que vou, vou do jeito que eu sei, de gol em gol, é taça na raça, Brasil”. Clima de cobertor grosso à parte, o risco de o clássico mundial em forma de amistoso ser uma fria era iminente. Neymar, Casemiro, Daniel Alves, Marcelo de folga. Messi, Di Maria, Dybala, em campo. Acho que Tite fez de propósito. Saca, aquela coisa, “vamos ver se com essa colher de chá, tão quente como chimarrão, os nossos hermanos conseguem ganhar uma da gente”. Não que o time que representou a única seleção já matematicamente classificada para a Copa do Mundo 2018 (a Rússia não conta por ser a dona da casa) fosse fraco. Gabriel Jesus, Philippe Coutinho, Willian, Thiago Silva jogariam fácil em muito elenco do globo terrestre. É que, com...