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Estou Pensando em Acabar com Tudo é “ame ou odeie ou não entendi direito”

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Só assisti agora, Estou Pensando em Acabar com Tudo é daqueles filmes “ame ou odeie ou não entendi direito ainda”. O fato do diretor Charlie Kaufman ser roteirista de Quero Ser John Malkovich (1999) e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004) funciona como espécie de aviso. Gosto destas produções – a segunda, uma das melhores atuações de Jim Carey. Em I’m Thinking of Ending Things (título original, de 2020), nem sabia que tinha a recém oscarizada Jessie Buckley (Hamnet, não assisti). Ela é Lucy, a mulher que viaja com o namorado para conhecer a mãe e o pai dele que moram em um meio rural. O namorado em questão é Jake, interpretado por Jesse Plemons. Pra variar não lembrava, ele foi o Todd em Breaking Bad (2012). Aliás, personagem,cabuloso na série né. Durante a viagem, no carro, um frio de lascar, o casal conversa em tom aleatório. Aliás,Kaufman aposta muito em diálogos. Se prefere mais ação, melhor pensar duas vezes. Aliás, pensamentos brotam da cabeça de Lucy. Ela é quem rumin...

Recital de flauta é interrompido em noite de muito azar, e tristeza

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  Qual a probabilidade de Campo Grande receber recital de flauta e piano apenas com instrumentistas mulheres? Não é comum. Talvez maior, bem maior, que chave de uma flauta, melhor, de duas, encerre noite que se programava bem legal no Teatro Prosa. “Peço desculpas, a possibilidade disso acontecer é mínima, eu estudei tanto a obra (de Pattápio Silva)”. Foi mais ou menos assim, abalada, que Celina Charlier, tentava se explicar sobre o palco, no Sesc Horto, na terça-feira (11). Cara, quem não se sensibilizou na hora é que já morreu por dentro. Seu esforço, até não poder mais, foi reconhecido pelo público presente. Entre palmas, frases de carinho e compreensão, a concertista de nível internacional, que mora no Rio de Janeiro, encerrou o recital. A apresentação abordaria o trabalho de Pattápio Silva, dos maiores compositores e flautistas da música brasileira. Pelo início, creio que Celina apresentaria a “Belle Époque”, a história/carreira musical do genial afro descendente em forma cron...

Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter aborda a ‘tá tudo bem’ da família

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E lá vamos nós, de volta ao Teatro Prosa, no Sesc Horto, depois de pouco mais de dois meses. A última foi para assistir Relicário de Mim e a dança de Frantielly Khadija . O da vez, é a peça Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter. Em cartaz por três dias, entre quarta (5) e sexta, e, ao que parece, público compareceu. Isso é bom. Opa, de repente, se ler isso aqui antes das 18h do dia 7 ainda dá tempo, corre lá. O espetáculo que aborda questões familiares, sobretudo da mãe é da Companhia OFIT. Nádja Mitidieiro. Lembrei de onde a tinha visto em cena. Abril de 2024, reabertura do Aracy Balabanian, em Todo Redemoinho Começa com um Sopro, também com direção de Nill Amaral. Escrevi sobre, depois quiser ler clique aqui .  Foco. A depender de quem assiste, Três Vírgula Quatro Graus é meio que uma terapia. Óbvio, longe de ser apenas isso. “Propõe uma reflexão sobre o lar, os vínculos que construímos e a dificuldade de nos despedirmos daquilo que já deixou de existir, mas perma...

Só vi agora, Amor à Flor da Pele. Se é bom? Quizas, quizas, quizas

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Só assisti agora. Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love, ou Faa Yeung nin wa) do Wong Kar-wai. Pois é, lançado em 2000, ganhou prêmios importantes e tal, para alguns o melhor filme deste século?! Ô loco… Longe de questionar os superlativos – de supetão acho que não, mas quem sou eu - galera que manja de cinema curte bastante o longa de quase hora e quarenta minutos. É a terceira obra que assisto do cineasta chinês. Primeiro foi Chungking Express (1994), depois Fallen Angels (1995). Curti acima da média os dois. Até textei sobre, tiver a fim de ler pode clicar aqui  e/ou aqui .  In the Mood for Love tem pegada meio diferente. Sai a urbana moderna Hong Kong, entra a do, “início dos anos 60, (em que) dois vizinhos, Sr. Chow e Sra. Chan, criam um vínculo depois de começarem a suspeitar que seus respectivos cônjuges estão tendo um caso juntos.” As aspas aí peguei lá da Mubi, de onde assisti a bagaça.  Aliás, se você ler a opinião da curadoria lá, que apresenta a produção, ...

Sem contraindicação, Arco é a dica para quem gosta de animação

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  Arco é bem legal. Assim, logo após assistir a animação francesa dirigida e roteirizada por Ugo Bienvenu, achei okay. Aos poucos, fui pensando mais sobre seus 89 minutos e o fato de ter concorrido ao Oscar. Admito, super complicado competir com Flow, um dos melhores que vi. Nem dos Hayao Miyazaki... Pra quê comparar, né. A dica da vez é estilo “para todas as idades”, mesmo que a Mubi tenha colocado 10 anos. Arco é o nome do garoto cuja família – mãe, pai, irmã - curte uma viagem no tempo. Porém, aos dez anos, ele não tem idade suficiente para fazer esse rolê: a mínima é doze. O menino aproveita uma noite em que o pessoal pegou em pesado sono para aprontar essa viagem. Vai parar em uma época passada em que se usa robô para quase tudo. E, onde vive Iris, menina que sente falta de um carinho maior do pai e da mãe. Do encontro dos dois, a ficção ganha cores e camadas. Ugo Bienvenu faz da amizade desta dupla, aquarela em que mistura meio ambiente, tecnologia, e, humanos. E robôs. Um de...

Só vi agora, para quem gosta de surfe, Sprout é colírio. Ao menos, escute

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Tudo começou porque tava a fim de escutar Hope Sandoval. Daí, tinha lá, On The Low. Que faz parte da trilha sonora de um filme cuja imagem chamou a atenção. Sprout é, sobretudo para quem curte o lado menos profissional do surfe. Mais romântico, talvez. É de 2004 e me lembrou um pouco de Surf Adventures, produção brasileira de 2002 dirigida por Arthur Fontes. Tanto um como outro encontra nos YouTube da vida. Mas, o lance aqui é Sprout, ideia e criação de Thomas Cambell. Adianto que se busca um lance frenético, altas edições, colagens e tal… vai rolar não. O longa de quase hora e meia filma uma galera que manja muito de andar na prancha, de vários tipos. Do quilate de Rob Machado, por exemplo. Falei desse porque é o único que lembrava de nome.  Tem mais gente, vê se tu conhece. “lendas como Skip Frye e Mike Stewart compartilham a tela com estrelas modernas como Dane Peterson e Belinda Bags. O filme também conta com Alex Knost, CJ Nelson, Maureen Drummy, Dave Rastovich, Dane Perl...

Mulheres da Fronteira apresenta um MS a partir da cozinha

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Só assisti agora, Mulheres da Fronteira parte da relação da culinária, da gastronomia, e delas fazer a conexão entre regiões marcantes de Mato Grosso do Sul. Dirigido e criado pelo chef Paulo Machado, tem pouco mais de uma hora, e, é prato cheio se você curte depoimentos, histórias, relatos de gente simples, ou nem tanto, que ajudam ou fazem conhecer mais sobre elas e sobre a mistura que é ser sul-mato-grossense. Creio que saiu no ano passado. Tropecei e me atentei com mais atenção devido a um post que citava a Jadi Tamasiro. Pois é, meu caldo começa por aí. Sobá, cultura nipo-okinawana, Campo Grande. Neta de imigrantes, bateu e voltou do Sol Nascente. Filhos, melhor não tê-los, mas se não os temos, como sabê-los? Daí, no filme, entremeado por trilha agradável – assinada na sua maior parte por Rodrigo Faleiros (eita, é o cara da Jennifer Magnética, né?!, massa), daquela que chama um café quente, tem mais seis mulheres. Fortes. Difícil não se simpatizar com Dona Domingas e seu acento Pa...