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Com atuações regaçantes, Malu pulverizou minhas expectativas

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  Malu é daqueles filmes que se estiver meio pra baixo, melhor esperar um pouco. O drama dirigido por Pedro Freire é capaz de produzir várias sensações durante os seus cem minutos. Pela interpretação de Yara de Novaes, já valeu a ida (novamente) ao Sesc Horto, no meio desta semana. Acompanhada por Carol Duarte, que faz a filha Joana, e Juliana Carneiro da Cunha, que vive a dona Lili, mãe de Malu, faz uma poderosa junção. A impressão é de que o pavio é curto e a bagaça explode ou vai explodir a qualquer instante. Lançado em 2024, queria assistir faz uma cara. Entregou mais do que esperava. Inspirada na atriz Malu Rocha, mãe do cineasta. Se tá meio por fora, vou começar por uma breve resposta a um amigo que perguntou sobre o que é a história do filme. A explicação que mandei por whats para um amigão. “Basicamente, se passa nos anos 90. É sobre uma atriz desempregada, que mora com a mãe (bem) conservadora. E, a filha vem visitá-la. Daí, dá uma porrada de barracos, a mãe é daquela...

Foi Apenas Um Acidente podia se passar no Brasil, e isso já diz muito

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A sensação depois de assistir Foi Apenas um Acidente é a de que parte da população iraniana não tem para onde correr. O longa dirigido por Jafar Panahi é bem interessante. Acima de tudo, pelo recado pacifista em meio a tanta violência que passa sua gente. E merece estar na briga por prêmios e tal. Sem comparar (já meio comparando), a história que se passa no Irã também contém ingredientes políticos, situações que beiram o non sense, um humor na medida certa, e grande interpretação do protagonista, que traz a reboque o elenco. Vahid Mobasseri, na pele de Vahid, parece tocar sua vida tranquilo, até escutar um barulho que imagina ser o mesmo feito pelo homem que o torturou. Daí ele vai em busca de vingança, sequestra o cara, cujo apelido no Dops de lá era O Manco. Porém, diante das veementes negativas do homem - interpretado por Ebrahim Azizi - de que capturou a pessoa errada, ele recorre a um amigo para que confirme. Dali em diante, o roteiro de Panahi apresenta um grupo heterogêneo. Uma...

Betânia está muito longe de deixar quem assiste em maus Lençóis

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Betânia, lançado em 2024, vem na esteira da alta qualidade técnica do recente cinema brasileiro. Creio ter contribuído a agradável surpresa de tela e som apresentados no Teatro Prosa do Sesc Horto. Foi onde assisti o longa de duas horas dirigido por Marcelo Botta. A captação do som (o apuro por exemplo no lavar de roupas em meio a água) tomadas longas de manifestações culturais maranhenses não me causariam tanto impacto se assistisse na minha telinha da sala de casa. Que bom ter ido. Não sei se é uma tendência, ou geralmente é assim e nunca percebi, as produções nacionais tem mesclado temas sociais com fotografias bacanas. No caso da história protagonizada por Diana Mattos, a Betânia, há momentos em que o longa dá a impressão de tons de documentário, quando filma-se as danças, entoa-se os coros, em meio à religião e ao folclore. Literalmente, é um Bumba Meu Boi que dá vontade de estar lá. Diana Mattos tem interpretação à altura do filme. Ela vive Betânia, que reluta em sair de sua alde...

Valor Sentimental é tudo isso mesmo? Não sei...

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Valor Sentimental é mais um da leva drama na acepção da palavra. Talvez o fato de desconhecer outras produções - pretendo assistir- de Joachim Trier (impossível não lembrar de Lars Von ao ouvir o sobrenome) influencie na avaliação. Como o longa norueguês está por aí, tenho pouco a dizer de diferente. Se quiser a seguir por aqui assim mesmo, tudo bem. Ser pai é ser culpa. Ou, culpado. Mais ou menos nessa linha que desenrola o longa de duas horas e pouco. Focado sobretudo nas irmãs Nora e Agnes, o filme às vezes tem ares de terapia. Nora, em interpretação bem boa de Renate Reinsve, guarda muita coisa dos tempos de criança, o que estoura em seu comportamento. O fato de ser atriz de teatro soa como rebeldia oculta ao pai. Um diretor de cinema conhecido que deixa claro ser pouco afeito às artes cênicas dos palcos. Quem interpreta Gustav Borg é Stellan Skarsgård, manda muito bem também. Pois bem, após a morte da mãe de Nora e Agnes, ele busca uma reaproximação, sobretudo com Nora. A quem con...

Dança da Cia do Pantanal martela, martela para ver se tira a pessoa desse Estado Fantasma

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  Motivos diversos me atravessaram depois de assistir o espetáculo de dança Estado Fantasma II. Deixa quieto… Nesse caso melhor ficar nesse estado. Até porque esta inércia foi um dos motivos inspiradores segundo Fernando Martins, da Cia de Dança do Pantanal. Aliás, após a exibição ele confirma que o Dois do Estado Fantasma é mais um chiste do que alguma continuação de verdade. Verídica, sim, é o livro A Queda do Céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, fundamental na criação do número que iniciou os contornos ainda na pandemia. Nesta noite de sexta-feira, no Teatro Prosa, do Sesc Horto, em Campão, a música e a iluminação aparecem com força durante o espetáculo que agrega, creio, nove pessoas dançarinas. Pode ser impressão minha, notei alguns elementos andróginos durante a linearidade da dança quebrada às vezes por performances individuais. E/ou coletivas. Como apontado no bate papo pós-dança, o trabalho na repetição dos movimentos aparece como uma das “obsessões” do grupo que se junto...

Difícil assistir Manas sem desembargar dor

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 T ou escutando Joy Division, depois vai vir Hearthless Bastards, New Order, Bowie, Portishead, Snuff do Slipknot… Sei, tem nada a ver com Manas. O filme dirigido por Marianna Brennand, que assisti há poucas semanas. Difícil… Comentei com uma colega também jornalista, que manja mais de cinema, e ela mandou uma corajosa “devia ir para o Oscar”. Com O Agente Secreto em clima de quase unanimidade, manter a opinião é louvável. Enrolei um pouco pra assistir o longa que se passa na Ilha de Marajó, no Pará. Queria assistir sozinho. Acho que acertei na decisão. “Marcielle, de 13 anos, sente que seu futuro está preso a um ciclo de violência e falta de oportunidades. Inspirada pela irmã que partiu, ela decide desafiar o destino das mulheres de sua família e comunidade, iniciando uma jornada de coragem para mudar sua própria história.” A sinopse é lá da Paris Filmes. De repente nem precisava, você deve saber do que se trata o filme. Em uma hora e quarenta minutos, Manas entrega o que se esper...

A Empregada é desses filmes que rola passar no mercado antes de entrar no cinema

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A Empregada é um bom entretenimento. Arrisco a dizer que é o melhor filme dirigido por Paul Feig. Baseado no livro homônimo de Freida McFadden (não li), The Housemaid é um thriller/suspense com ingredientes para dar (e tá dando) boa bilheteria no cinema. E eu nem sabia que Sydney Sweeney era famosa assim. Pois é, é que não vi as coisas em que ela participa. No papel da Millie, faz uma mulher que tem de parar em algum emprego para seguir em regime de liberdade condicional por algo que fez quando era adolescente. Nem sei se precisava contar a história do longa de pouco mais de duas horas. Bom, vamos lá. Aí ela vai pruma entrevista e consegue ser a empregada de um casal mais uma filha em que vive Nina. Esta sim, foi um dos motivos de eu desejar ver a produção estadunidense. Amanda Seyfried geralmente dá conta do recado. Sei que não é a das coisas preferidas da maioria, mas ainda elenco Lovelace como a melhor atuação dela. Então, ela é a patroa de A Empregada, e tem um temperamento sinistr...