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A Natureza das Coisas Invisíveis é a dica de boinha da vez

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  A Natureza das Coisas Invisíveis é um bom drama e vale dica. Na real, antes de assistir, encarei como um plus, pois inicialmente o que nos levou até a Estação Cultural Teatro do Mundo na última quarta (28) foi o curta Amarela (dei meus pitacos no texto anterior). Que bom ter ido. Como disse anteriormente, ver ao lado de mais gente e em uma tela maior do que a minha televisãozinha são experiências bem mais interessantes. Fui sem nenhuma expectativa, não tinha lido ou visto nada sobre a produção. Dirigido pela brasiliense Rafaela Camelo, o longa tem instantes mais densos, porém, no geral é polvilhado de leveza. Mesmo que boa parte seja filmado em hospital. Pois é onde trabalha a enfermeira Antônia, interpretada por Larissa Mauro. Ela é mãe de Glória, a menina que está de férias e passa o dia tentando se divertir de alguma forma. A atuação de Laura Brandão é cativante.  O nível de empatia aumenta quando conhece Sofia, de mesma idade – por volta dos dez anos – que chega lá para ...

Amarela é tenso para nipo e brasileiros

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  Talvez soe impopular, porém entendo a pouca falta de apelo dentro do país para Amarela.  Sem contar que a própria conta Amarela Short Film (instagram) parece estar em patamar que não precisa de divulgação. “Olá, tudo bem? O curta já está disponível?” Mandei mensagem em 12 de dezembro e até hoje… Agora dá para ter acesso via Globoplay, parece.  Dá nada não, conseguimos assistir em grande estilo na Estação Cultural Teatro do Mundo. Iniciativa bem legal - passou também A Natureza das Coisas Invisíveis - um sopro em plena quarta-feira de Campo Grande. Experiência coletiva é mais reveladora. Não deu pra trocar ideia com o pessoal depois da sessão. Fica pruma próxima.  Amarela foi lançado em 2024, e tem 15 minutos. Em sua esmagadora maioria do tempo exala uma energia potente, tensa. Dirigido por André Saito é ambientado em uma São Paulo no meio da final da Copa de 1998. Torcedora e muito da Seleção, Érica é a protagonista que sonha com o título diante da França de Zined...

O Último Azul navega contra aquela velha opinião formada sobre envelhecer

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O Último Azul traz como um dos chamarizes Rodrigo Santoro. Só pra avisar, ele não é a pessoa protagonista do filme dirigido por Gabriel Mascaro. E, tá tudo bem. O roteiro também é do pernambucano – eita que diretor por aquelas bandas está em alta, hein – que também assina dentre outras produções, a interessante Divino Amor (2019), além de Boi Neon (2015), e Doméstica (2012). Sobre a ficção/drama, alvo do pitaco da vez, trata-se de um Brasil distópico, em que idosas e idosos vão para uma colônia quando atingem certa idade – perto dos 80. O programa federal de assentamento forçado tem entre os objetivos aumentar a produtividade dos jovens, que não precisam perder tempo em cuidar. Gente velha atrapalha a economia, né. Agora, o dinheirinho deles ninguém recusa... Mascaro escolhe o norte do país para navegar no tema. Aí sim, a correnteza do longa traz sua personagem principal, Tereza, 77 anos. Ela tem uma filha, mas mora sozinha, trabalha e não tem problemas de saúde. Mesmo assim, chega a h...

Dica de som, YMA amplia seu leque sem perder o controle em Sentimental Palace

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  Lá vai a primeira sugesta de som de 2026 deste leigo que escreve. O segundo, e último álbum, da YMA , saiu lá por volta de outubro do ano passado. A paulistana Yasmim Mamédio segue com um som de boa. Se tá bacana como Par de Olhos (2019), aí vai de cada um. Neste Sentimental Palace , ela não hesita em surfar em várias direções. Além da pegada intimista, por vezes introvertida, a artista junta umas batidas eletrônicas aceleradas na melhor faixa, que é fritar na areia!!  – assim mesmo em minúsculas. Não se engane, no geral, o álbum vai no ritmo YMA. “Tá todo mundo quase morto, todo mundo quase morto”, diz em 2001, com arranjo meio jazz, meio que não.  dentro de mim dá aquela sensação de já ter escutado algo semelhante em outro lugar, e isso não é demérito. Momento perrengue Se quiser, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um Pix, beleza. A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com Se não tem como ou não tá a fim, de boa...

Nova temporada de Machos Alfa põe as mulheres de vez no rolo

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  Na real, me surpreendi quando soube que Machos Alfa teria a quarta temporada. A anterior fechou tão bem que tinha me dado por satisfeito. Eis que a série espanhola da Netflix retorna e consegue manter o nível. As aventuras e desventuras de Raúl, Santi, Pedro e Luis ganham cada vez mais a “concorrência” do núcleo feminino, sobretudo com Luz, Daniela, e Esther, e, a produção consegue dar uma repaginada sem perder a essência que norteia o trabalho de Laura e Alberto Caballero desde 2022. Será a quarta vez que dou pitacos sobre esta série. A primeira foi há quase três anos, em 2023. ainda no nostálgico  e brevíssimo  Drugstore Kishô , sabotado pela Meta, A última foi há quase um ano, aqui mesmo . Na temporada deste ano, Machos Alfa mantém a parte cômica, às vezes beira o pastelão, e escolhe seus alvos para ridicularizar. Um dos principais são aqueles cursos para recuperar a virilidade. Tipo, Legendários, creio eu. Os parças embarcam nessa para apoiar Raúl (Raúl Tejon), que ...

Só vi agora, A Aura é pra quem gosta de cinema latino-americano

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O filme da vez é meio das antigas. A Aura, de 2005, é argentino, talvez conhecidão e eu que não tava ligado. O fato de ter Ricardo Darín já é um motivo que vale a espiada. Do diretor Fabián Bielinsky, de carreira interrompida cedo – faleceu em São Paulo aos 47 anos, em 2006 - o longa mistura ação, drama e epilepsia. A história basicamente gira em torno do personagem de Darín (Esteban), um taxidermista que volte e meia imagina um roubo perfeito. É um cara frustrado, a mulher ainda literalmente deixa ele e, pra dar uma espairada, aceita ir ao interior junto com amigo para caçar.  A região, interior argentino, é onde a trama se desenrola. Acabam se hospedando em uma casa onde estão uma mulher (Diana) protagonizada e bem por Dolores Fonzi, e seu filho. O marido é um caso à parte.  Ele estaria envolvido em um plano de assalto. Ano Novo, perrengue de sempre Já sabe, então, pra que me alongar. Se quiser, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um ...

Do Guillermo del Toro, Frankenstein é a cara dele

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Se gosta das coisas dirigidas pelo mexicano, vai na fé. Se não, não. O longa da vez baseado em livro de Mary Shelley tá na Netflix e, creio, ser desnecessário entrar muito na história em si. Em duas horas e meia, o filme tem os ingredientes que o deixam palatáveis para o público em geral. Diria estar mais para A Forma da Água (2017) do que para O Labirinto de Fauno (2006). Este, para mim, segue como a melhor obra de del Toro. Frankenstein 2025 vale a pena. Sempre com um pé no mundo mágico/imaginário/fantasia, o longa se desenrola no limite de questionar valores morais, bem como a antiga obsessão da humanidade pela imortalidade e, ao mesmo tempo, desejar ser deus. Ano Novo, perrengue de sempre Já sabe, então, pra que me alongar. Se quiser, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um Pix, beleza. A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com Se não tem como ou não tá a fim, de boa. Seguimos... Ao que parece, a crítica também foi boa. Indicaç...