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Só vi agora, Amor à Flor da Pele. Se é bom? Quizas, quizas, quizas

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Só assisti agora. Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love, ou Faa Yeung nin wa) do Wong Kar-wai. Pois é, lançado em 2000, ganhou prêmios importantes e tal, para alguns o melhor filme deste século?! Ô loco… Longe de questionar os superlativos – de supetão acho que não, mas quem sou eu - galera que manja de cinema curte bastante o longa de quase hora e quarenta minutos. É a terceira obra que assisto do cineasta chinês. Primeiro foi Chungking Express (1994), depois Fallen Angels (1995). Curti acima da média os dois. Até textei sobre, tiver a fim de ler pode clicar aqui  e/ou aqui .  In the Mood for Love tem pegada meio diferente. Sai a urbana moderna Hong Kong, entra a do, “início dos anos 60, (em que) dois vizinhos, Sr. Chow e Sra. Chan, criam um vínculo depois de começarem a suspeitar que seus respectivos cônjuges estão tendo um caso juntos.” As aspas aí peguei lá da Mubi, de onde assisti a bagaça.  Aliás, se você ler a opinião da curadoria lá, que apresenta a produção, ...

Sem contraindicação, Arco é a dica para quem gosta de animação

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  Arco é bem legal. Assim, logo após assistir a animação francesa dirigida e roteirizada por Ugo Bienvenu, achei okay. Aos poucos, fui pensando mais sobre seus 89 minutos e o fato de ter concorrido ao Oscar. Admito, super complicado competir com Flow, um dos melhores que vi. Nem dos Hayao Miyazaki... Pra quê comparar, né. A dica da vez é estilo “para todas as idades”, mesmo que a Mubi tenha colocado 10 anos. Arco é o nome do garoto cuja família – mãe, pai, irmã - curte uma viagem no tempo. Porém, aos dez anos, ele não tem idade suficiente para fazer esse rolê: a mínima é doze. O menino aproveita uma noite em que o pessoal pegou em pesado sono para aprontar essa viagem. Vai parar em uma época passada em que se usa robô para quase tudo. E, onde vive Iris, menina que sente falta de um carinho maior do pai e da mãe. Do encontro dos dois, a ficção ganha cores e camadas. Ugo Bienvenu faz da amizade desta dupla, aquarela em que mistura meio ambiente, tecnologia, e, humanos. E robôs. Um de...

Só vi agora, para quem gosta de surfe, Sprout é colírio. Ao menos, escute

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Tudo começou porque tava a fim de escutar Hope Sandoval. Daí, tinha lá, On The Low. Que faz parte da trilha sonora de um filme cuja imagem chamou a atenção. Sprout é, sobretudo para quem curte o lado menos profissional do surfe. Mais romântico, talvez. É de 2004 e me lembrou um pouco de Surf Adventures, produção brasileira de 2002 dirigida por Arthur Fontes. Tanto um como outro encontra nos YouTube da vida. Mas, o lance aqui é Sprout, ideia e criação de Thomas Cambell. Adianto que se busca um lance frenético, altas edições, colagens e tal… vai rolar não. O longa de quase hora e meia filma uma galera que manja muito de andar na prancha, de vários tipos. Do quilate de Rob Machado, por exemplo. Falei desse porque é o único que lembrava de nome.  Tem mais gente, vê se tu conhece. “lendas como Skip Frye e Mike Stewart compartilham a tela com estrelas modernas como Dane Peterson e Belinda Bags. O filme também conta com Alex Knost, CJ Nelson, Maureen Drummy, Dave Rastovich, Dane Perl...

Mulheres da Fronteira apresenta um MS a partir da cozinha

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Só assisti agora, Mulheres da Fronteira parte da relação da culinária, da gastronomia, e delas fazer a conexão entre regiões marcantes de Mato Grosso do Sul. Dirigido e criado pelo chef Paulo Machado, tem pouco mais de uma hora, e, é prato cheio se você curte depoimentos, histórias, relatos de gente simples, ou nem tanto, que ajudam ou fazem conhecer mais sobre elas e sobre a mistura que é ser sul-mato-grossense. Creio que saiu no ano passado. Tropecei e me atentei com mais atenção devido a um post que citava a Jadi Tamasiro. Pois é, meu caldo começa por aí. Sobá, cultura nipo-okinawana, Campo Grande. Neta de imigrantes, bateu e voltou do Sol Nascente. Filhos, melhor não tê-los, mas se não os temos, como sabê-los? Daí, no filme, entremeado por trilha agradável – assinada na sua maior parte por Rodrigo Faleiros (eita, é o cara da Jennifer Magnética, né?!, massa), daquela que chama um café quente, tem mais seis mulheres. Fortes. Difícil não se simpatizar com Dona Domingas e seu acento Pa...

Só vi agora, antigo, Hardcore é filme de valentão, mas “com história”

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  Tropecei em Hardcore por indicação do Barcinski. De 1979, dirigido por Paul Schrader, dono de extensa filmografia, seja na direção, ou em roteiros. Talvez o mais marcante seja Taxi Driver, de Martin Scorsese, que saiu anos antes, 1976. Filmaço com Robert de Niro e companhia, além do caso da Jodie Foster e tal. Parece que Schrader tentou ir meio nessa temática, com o longa que tem como protagonista George C. Scott. Aqui, o ator já era famoso, oscarizado e lá com suas 51, 52 primaveras – veio a falecer em 1999 – e fez as vezes de um pai de família conservador, religioso, que mora em uma cidadezinha e tal. Tudo muito bem, tudo muito normal, até que sua filha desaparece durante uma viagem escolar. Como a polícia meio que dá de ombros, Jake VanDorn inicia uma busca por conta própria. Nessa aparece outro ator de cara conhecida. Peter Boyle é Andy Mast, um detetive/investigador que descobre a participação de Kristen VanDorn em um filme pornográfico de qualidade e origem duvidosas, para ...

Torcida sangue puro brasileiro(a) versus meus olhos puxados

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  Sabe, tenho de parar de se importa tanto. De sentir tanto. E aderir ao modo tanto faz. No caso, tanto faz torcer para o Brasil ou para o Japão. Meus olhos puxados, sentença eterna de que não sou bem vindo no país que se diz acolher todo mundo. Até acolhe, mas escolhe quando você pode ser “brasileiro”. Li um comentário em cima de um vídeo que usava o humor para lidar com a xenofobia (ela usou o termo racista, babaca), que dizia: o japonês só é brasileiro quando convém. Às vezes têm coisas que estão na cara e não vemos. Fenômeno interessante: quando mais fico velho, mais incomodado eu fico. Não é a primeira vez que derramo isso por aqui. Que merda. Penso que, desta vez, tem a ver com decepção, frustração na expectativa de, sei lá, se apegar ao “as coisas estão mudando e o preconceito é cada vez menos tolerado.” Convivo com piadinhas, e, até casos de quase agressão desde que me entendo por gente. Seis, sete anos de idade. De lá para cá, pouco mudou. Utilizo o termo pouco com boa von...

Pai Mãe Irmã Irmão, não sei se vai gostar. Bem, fica a dica

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Rolex, garotos skatistas, água, melhor chamar o tio Bob. Dessas conexões, ou insights – como queira – Jim Jarmusch guia Father Mother Sister Brother, ou Pai Mãe Irmã Irmão. Em meio a uma trilha também coproduzida pelo diretor estadunidense, o longa de quase duas horas é um drama-comédia mais ou menos sobre o que diz o título do filme. Tríptico, dizem os críticos. E eu tive de saber o que significa. New Jersey, Dublin e Paris parecem ser as locações em que o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza se instala. Dividido em três partes, Adam Driver – não tem jeito, sempre vem Histórias de Um Casamento na mente – e Mayim Blalik (lembrei de The Big Bang Theory) abrem os trabalhos e a estrada. Interpretam Jeff e Emily, que visitarão o pai em clima mais de obrigação do que afeto. O Father em questão tem a voz inconfundível, pois trata-se de Tom Waits. Vive meio isoladão do perímetro urbano, sobretudo depois da morte da mulher. Jarmusch parece sem pressa. Brindes insólitos, uma referênci...