Postagens

Apoie - o que puder já vale muito - pix blogdokisho2@gmail.com

Sessão Mostra Mulheres em Cena de MS com força

Imagem
Dia 13, terça feira, e nós lá no Teatro Prosa. Antes, a chuva que teimava em dar motivo para largar a mão. Não largamos a mão de ninguém. Assim, Mulheres em Cena foi o recorte do primeiro de quatro dias da nona Mostra Sesc de Cinema. E, pra variar, a oportunidade e a vontade de assistir coisas produzidas na terrinha falam mais alto. Foram exibidos quatro trabalhos em um total de pouco mais de uma hora. A primeira produção foi de Suzana Dias. Hurluberlu tem dois minutos. Em francês, a palavra é algo tipo excêntrico, extravagante, e tal. Sinceramente, não sei se tem a ver com a proposta, mas penso que, sim. Fruto da produção gerada pelo Audiovisual da UFMS, em torno de 120 segundos, registra breve passeio de uma garota ambientado em uma floresta. Daí, usa a imaginação e sensações, e meio que fazem um contraste entre aparições rápidas, tipo piscou perdeu, com o cenário aparentemente tranquilo da área verde. O segundo trabalho foi o primeiro do combo da noite de Ligia Tristão Prieto. Na di...

Uma pausa para uma noite de Música Clássica

Imagem
  Uma divertida apresentação de música clássica. Assim a duplinha que foi comigo considerou a quarta-feira (7), após a noite da programação do Encontro de Música Clássica lá no Teatro Aracy Balabanian. Um público considerável, alguns conheceram o Octávio Guizzo pela primeira vez e tal, bacana, isso. Não é de hoje, a impressão é a de que o gênero tem ganhado espaço em Campão. No caso dos dias do Encontro, a programação também deve ter tido a intenção de furar a bolha mesmo. Popularizar. Bora para a noite com direito a fila para entrar e tal. Eu mesmo peguei ingresso na hora, pois pelo Sympla esgotou dias antes. Coube geral, tranquilo, apenas algumas cadeiras quedaram vazias. Começou com Sweet Child O' Mine, aquela do Guns N’ Roses mesmo. Versão Quarteto Aporá, que apresentou versões de músicas famosas do rock/pop ao palco. Impressão é a de que pessoal gostou. Nada contra, mandaram um Exagerado (Cazuza), Mamonas Assassinas (Pelados em Santos), e tal. Eu que, sei lá, tava na vibe não....

Terminei de ver só agora, quiser deixar para The Boys tudo bem

Imagem
  Terminamos de ver só agora, The Boys. Depois de cinco temporadas, acho que deu mesmo. Parece que o elenco também tinha a mesma percepção. Se fosse pra dar nota, mandaria um 3 de 5. Ou 1, de 3. Dois a dois não rola, me chamariam de frouxo por ficar em cima do muro. Fato é que, se não assistiu ainda e pretende dar uma chance, até vira. É que, sei lá, fato comum em séries é começar muito bem. Depois, por criar muita expectativa, ou pela história não se sustentar, episódios após episódios entram em uma montanha russa. Momentos bons, nem tanto, e, ruins. Então, segundo lembrou um amigão meu, a produção baseada na história de quadrinhos chegou a passar ou ainda passa até na SBT. Desenvolvida por Eric Kripke, trata-se de um heterogêneo grupo que enfrenta os “Supers”. Como o nome entrega, uma galera com super poderes que são funcionários de uma megacorporação e não ligam muito para regras e tal. Vivem no limite de fazer o bem, por isso são celebridades, e pensam apenas em si, por isso qu...

Repertório da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira agrada em cheio a plateia

Imagem
  Se bobear, o repertório da apresentação da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira foi a coisa mais popular e conhecida que assisti no Teatro Prosa, desde quando comecei a ir nessas paradas de meio de semana, do Sesc. Quarta-feira (23), estávamos lá, diante de 10 violeiros e 5 violeiras (posso estar errado), escutando o projeto pela primeira vez. Não é muito fácil caçar coisas sobre a orquestra que tem regência de Vladimir Benedito de Carvalho. Até queria trocar ideia com os músicos lá da Cidade Branca, fica pruma outra hora. Pelo que encontrei, o trabalho começou a ganhar força há uns 15 anos, daí um tempinho depois nasceu sob a batuta de uma ONG (Acaia Pantanal). E, em 2014, rolou a parceria com o Sesc, e estão aí tocando em frente. De novo, tiver algo errado foi mal, eu corrijo de boa, só avisar. Quarta-feira propriamente dita, a sensação foi de nostalgia. Sinceridade constrangedora, algumas músicas interpretadas - sucessos sertanejos e raiz – dificilmente ouvirei em dias qualq...

Só assisti agora, Sentidos do Amor é um água com açúcar ‘sério’

Imagem
Perfect Sense (no Brasil, ficou título de gosto duvidoso Sentidos do Amor). É de 2011, pois é, 15 anos. Eu não sabia. E, soube depois de assistir o longa de hora e meia dirigido por David Mackenzie não tem a musiquinha do Cigarettes After Sex, que acompanhou um reels do Instagram, que me motivou a ver o romance/drama/ficção. Outro motivo foi ter no elenco Ewan McGregor e Eva Green. E, mais um, dá para encontrar no YouTube, de grátis. Bastante motivações e, no meio e fim, uma sensação maomeno. O longa se passa em Glasgow, e narra a relação de Susan (Eva Green), uma epidemiologista cansada de se apaixonar por cretinos, e Michael (McGregor), chef de cozinha pegador, adepto a encontros fugazes. De fundo, uma doença que se espalha e vira epidemia. Difícil deixar de pensar na Covid – e pensar que os negacionistas resistiram e seguem mais fortes que o vírus – com a diferença de que a doença real viria uns dez anos depois. Perfect Sense é narrado do começo ao fim, um texto que, sei lá, fica me...

Acho que não expectorei o bastante em Lispectorante

Imagem
  O problema de criar certa expectativa é a de que se corre o risco da frustração. É do jogo e tá tudo bem. Fazia uma cara que tava a fim de ver Lispectorante, dirigido por Renata Pinheiro. Se ler essa groselha até o começo de outubro dá para ver no Sesc Digital, de grátis. Deve ter em outras plataformas também. Lançado em 2024, pelo que li depois de assistir o longa ambientado em Recife, local em que a baita escritora Clarice Lispector viveu dos cinco aos 15 anos (chegou ao país vindo da Ucrânia com a família) e tal. Pessoal gostou muito do filme, ou não. No enredo, Glória (Marcélia Cartaxo), é uma artista plástica que retorna à sua cidade, para a casa da tia. Daí em um dia, de andada pelo bairro da Boa Vista, centro da Manguetown (difícil eu não lembrar de Francisco Assis França),depara com a residência que um dia foi habitada por Lispector. No imóvel abandonado, tenta espiar um pouco mais entre uma fresta, e daí inicia para valer o lado a lado de sua história com fragmentos alus...

A Voz de Hind Rajab era para nos tirar da Faixa de conforto

Imagem
  Se ficou indiferente ao assistir A Voz de Hind Rajab, na boa, morreu por dentro. Não suporta filme de criança sofrendo, nem tenta. O longa dirigido pela tunisiana Kaouther Ben Hania é um drama. Na acepção da palavra. Real. Tropecei no longa de quase hora e quarenta minutos após ler um tweet do Sérgio Xavier Filho, mês passado. Entre outras coisas, ele definiu como “soco no estômago é o aperitivo”. Desde então, confesso, entrei em processo criar coragem. Bom, por esses dias, já tava meio de cara mesmo, chegar em casa depois de um trânsito detonado, semáforos bugados, árvores caídas, louça do almoço amontoada, e, ainda, fazer a janta… Me senti pequeno depois de entristecer e indignar, impotente, durante e depois do filme que foi aplaudido pacas no Festival de Veneza, ano passado. Merecidamente. “Eu estava no meio da campanha do Oscar por Four Daughters e me preparando mentalmente para, enfim, entrar em pré-produção de um filme que vinha escrevendo havia dez anos. Então, durante uma...