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Só vi agora, comédia Frances Ha mostra como é duro dançar conforme a música

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Momento Só Assisti Agora, Frances Ha é de 2012, e foi lançado no Brasil em 2013. Creio ter visto antes algum trecho, depois com a repercussão de Modern Love na voz de Zaho de Sagazan meio que lembrei vagamente. A ficha só foi cair de vez quando li uma resenha – bacana, aliás – sobre A Pior Pessoa do Mundo (não assisti ainda) lá do Cartas a Plutão . E, no fim do texto, a indicação do filme alvo do meu pitaco da vez. Se ainda desconhece, depois de todo esse tempo vai que, né, o longa de quase hora e meia tem a direção de Noah Baumach. Do ótimo Histórias de Um Casamento (2019)  . Calma, Frances Ha é bem mais tranquilo. Eu acho. Até porquê o tema tem lá suas diferenças. Vivida por Greta Gerwig, Frances é uma jovem que sonha em ser dançarina famosa, ao mesmo tempo em que divide apartamento com a amigona Sophie, interpretada por Mickey Summer, que também tem suas ambições, e, digamos, é mais pé no chão do que Frances. A personagem principal convive com série de perrengues típica da vida...

Em noite “caótica”, Aquele, Aquela, Menos Ela foi um quentinho no coração

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  Pode parecer mentira, mas na quinta-feira em que a cidade delineou o que pode ser show e o que não, fomos ao teatro. Como disse em texto anterior , gostaria muito de ter ido ver Slash, Axl e companhia. Paciência. Muito contente com quem foi e curtiu, e, lamento, às pessoas que despejaram suas frustrações em ene coisas. Don’t Cry (aliás, acho que nem tocaram essa). Ah, é, teve Zezé de Camargo… obrigado, passo. Atualmente, bem longe. Mas escrevo por aqui como se fosse ritmar batendo o dedo indicador e o médio na palma da mão. Não é inédita, but, Aquele, Aquela, Menos Ela foi um programa bem de boinha lá no Teatro Prosa. Risadas e reinações dos pequenos em meio a uma plateia surpreendente numerosa e um astral leve face ao tanto de coisas numa noite incomum em Campo Grande. Liz Nátali Soria se desdobra por Ela. Basicamente (e põe basicão nisso), “a história de uma menina que gosta de dançar e cantar desde a barriga da mãe”. Pelo pouco que pesquisei, ela bolou a peça antes da pandemi...

Guns N’ Roses em Campão me detonou um Appetite for Memory

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* Editado às 6h43 desta segunda (6) Não, eu não vou. Querer, queria, quero muito. Mas, sem grana, sem chance. Se você vai, divirta-se muito. Mesmo. Poderia dar mil desculpas. Que prefiro ter na memória os caras no auge. Que não pago tudo isso. Que é longe. Gente para reclamar tem de monte. Inclusive, os que podem ir ficam com esses poréns. Sei lá, “investir” o triplo pra viajar e assistir em outro estado um show, pode, né. O importante é a selfie em Interlagos, no Allianz, ou outro pico “descolado”. Em Campo Grande, nem pensar. Não dá rock. Vai mesmo e vá na força. Certeza, ao som do primeiro clássico – e a banda tem de monte – curta. Que se dane se o Axl não é mais aquele. Se Slash meio que força um estilo. Que o Duff de repente tá mais para cerveja do Homer Simpson. Pelo menos numa noite de quinta-feira deixe tudo isso passar. Torcer para não chover. O  autódromo tem suas deficiências e, se for de písta, a chance de derrapar um monte aumenta consideravelmente se a água descer em ...

A Vizinha Perfeita mostra como raiva e medo podem bater na sua porta

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  Uma das razões que parei para assistir é a de que foi indicado ao Oscar – perdeu para Um Zé Ninguém contra Putin (não vi) – e uma outra é de que tenho acesso mesmo. Tá na Netflix. A produção de A Vizinha Perfeita usa como outro chamariz o fato da maioria dos 96 minutos ser imagens de câmeras corporais da polícia do condado de Marion, lá da Flórida. Óbvio, esses ingredientes ficam longe de ofuscar as temáticas que permeiam a boa direção de Geeta Gendbhir. Se não topou com o documentário, vai aí momento uma sinopse. “Imagens de câmeras policiais revelam como uma antiga briga de vizinhos acabou em morte nesta obra sobre medo, preconceito e a lei de legítima defesa nos EUA.” Já ouviu o último trabalho da Tuyo? Escuto enquanto digito por aqui. Pra quem gosta tá legal. E daí, né, nada a ver. Deixa eu curtir cá no meu fonezinho de ouvido sem incomodar o vizinho. Ajike Owens não teve a mesma sorte. Ela foi o resultado fatal de uma situação que, no primeiro instante, tinha mais ares de ba...

Da batalha de rima a Chico Chico, ou, das 4 até as 11 em campus

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  Posso chamar, sim, de rolê meio aleatório. Afinal, das 4 da tarde até as 11 da noite, no mesmo lugar, com um vácuo de umas duas, três horas, tem de ter disposição. E a sorte de re-ver antigas e - nem tantas assim – amizades. A ideia 1 era conferir a Batalha de MC’s, ou de rimas, como queira. Essa foi a parada do fim da tarde. Fases finais de um pessoal bem afiado. Senti falta de uma mina entre finalistas. Quem sabe em um futuro próximo. E, adaptar o coro de “Conhecimento!”, confesso, demoro para me adaptar. Vai ver, está no Sangue (!). Rap é bom, né. Os caras não pouparam ninguém em cima do palco montado no estacionamento do Teatro Glauce Rocha. Merecia plateia maior, porém, é compreensível. No duelo final, Mano Cid levou a melhor, embora eu tenha preferido o CJ. E daí, né, quem sou em pra julgar, gente de alto quilate na fita para dar o veredito. Respeita. O importante é a cena crescer, ocupar espaços sem perder o que caracteriza o hip-hop. Ah, e engrosso o coro para libertar qu...

Em Idade é Um Sentimento a escolha é sua. E, tá tudo bem

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  Gabriela Munhoz e Paola Kirst abordam temas difíceis de envelhecer. Ou, vá ver, envelhecem bem. Quinta-feira, se eles foram ao Glauce ,eu fui ao Prosa. Fazer o quê, né, Idade é um sentimento. E é fruto de escolhas. E, tá tudo bem. Mais ou menos assim, a peça teatral com direção de Camila Bauer foi minha opção. Aliás, parabéns pelo prêmio Shell cujo Instinto quem sabe um dia passe por aqui. O espetáculo teatral da vez lá no Sesc Horto é montagem inédita baseada em texto da canadense radicada em Londres Haley McGee, e “aborda a trajetória de uma mulher na vida adulta, do dia em que ela completa 25 anos até a sua morte”. Pelo que pesquisei rapidinho, a adaptação de Age is a feeling não tem dois anos. Ao esbaldar em intervenções/movimentos (sobretudo por Gabriela), trilhas sonoras em pleno palco (percussão, efeitos, bateria nervosa de Paola Kirst), a produção gaúcha tem forte apelo audiovisual. Em meio às escolhas preta, branca, cores em imagens projetadas ao fundo da encenação, tema...

Se pudesse, levaria o baú de Petúnia para casa

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Em momento Só Estou a Escrever Agora. Petúnia, do Fulano di Tal, tá redondinha. Em mais uma ida ao Sesc Horto, sexta-feira (20), Luana Vilela, Nicoli Dichoff, Kelly Figueiredo protagonizam a história de Petúnia (Luana), a mais feia das feias, em uma peça com cenários e figurinos interessantes. Se pudesse, levaria o baú para casa. De maneira tragicômica, a produção que tem entre as mentes criadoras. Marcelo Leite e Douglas Moreira, dá para dizer que é recomendável para todas as idades. Em meio à situações que remetem ao ar mesquinho das cidades que crescem de tamanho e mantém tacanha mente provinciana – sentimentos como inveja e preconceitos simbolizados pela personagem de Nicoli - Petúnia aguenta a vida de bosta de vaca sobretudo pelas parcas lembranças que entende ter de sua mãe. O figurino e maquiagem também a cargo de Edner Gustavo contribuem bastante na montagem e traz cores vivas ao palco. Em meio às memórias, os perrengues de Petúnia, aparece a “Criatura Sem Nome”. Personagem d...