Betânia está muito longe de deixar quem assiste em maus Lençóis
Betânia, lançado em 2024, vem na esteira da alta qualidade técnica do recente cinema brasileiro. Creio ter contribuído a agradável surpresa de tela e som apresentados no Teatro Prosa do Sesc Horto. Foi onde assisti o longa de duas horas dirigido por Marcelo Botta. A captação do som (o apuro por exemplo no lavar de roupas em meio a água) tomadas longas de manifestações culturais maranhenses não me causariam tanto impacto se assistisse na minha telinha da sala de casa. Que bom ter ido. Não sei se é uma tendência, ou geralmente é assim e nunca percebi, as produções nacionais tem mesclado temas sociais com fotografias bacanas. No caso da história protagonizada por Diana Mattos, a Betânia, há momentos em que o longa dá a impressão de tons de documentário, quando filma-se as danças, entoa-se os coros, em meio à religião e ao folclore. Literalmente, é um Bumba Meu Boi que dá vontade de estar lá. Diana Mattos tem interpretação à altura do filme. Ela vive Betânia, que reluta em sair de sua alde...