Torcida sangue puro brasileiro(a) versus meus olhos puxados
Sabe, tenho de parar de se importa tanto. De sentir tanto. E aderir ao modo tanto faz. No caso, tanto faz torcer para o Brasil ou para o Japão. Meus olhos puxados, sentença eterna de que não sou bem vindo no país que se diz acolher todo mundo. Até acolhe, mas escolhe quando você pode ser “brasileiro”. Li um comentário em cima de um vídeo que usava o humor para lidar com a xenofobia (ela usou o termo racista, babaca), que dizia: o japonês só é brasileiro quando convém. Às vezes têm coisas que estão na cara e não vemos. Fenômeno interessante: quando mais fico velho, mais incomodado eu fico. Não é a primeira vez que derramo isso por aqui. Que merda. Penso que, desta vez, tem a ver com decepção, frustração na expectativa de, sei lá, se apegar ao “as coisas estão mudando e o preconceito é cada vez menos tolerado.” Convivo com piadinhas, e, até casos de quase agressão desde que me entendo por gente. Seis, sete anos de idade. De lá para cá, pouco mudou. Utilizo o termo pouco com boa von...