Que horas são? Talvez seja hora de Dançar o Tempo
Eis que, numa quinta-feira, estávamos nós de frente para Renata Kabilaweatala, no Sesc Horto. Digo, a umas poucas fileiras do Palco. Giratório, giratória. Espetáculo solo Dançar o Tempo, do Núcleo Coletivo 22, que completa 25 anos, com lugar de fala e imagens em mistura afro releitura da professora universitária/capoeirista/ artista, e resulta em trabalho bem autoral. Memorial que brotou em São Paulo e frutificou em Goiás. Ela pedia as horas para o público mas não marquei o tempo da apresentação. Uns 40 minutos talvez? Eu não cansei, mas ela “pediu água”, como notou o atento gurizinho na plateia. Brincadeira, tá?! Deixa rolar, como Renata frisa, é tempo de celebrar. Que seja para marcar na memória, literalmente da cabeça cabele- cabel- cabeleireira - aos pés. Umbanda que move, resiste, e deixa sempre o mix de encantamento e curiosidade para seres nem tão aFÉitos como eu, um católico pouco praticante. Som de berimbau, de atabaque, são loucos né, tal qual 22 ou 0 na carta do tarô (...