Sem contraindicação, Arco é a dica para quem gosta de animação


 Arco é bem legal. Assim, logo após assistir a animação francesa dirigida e roteirizada por Ugo Bienvenu, achei okay. Aos poucos, fui pensando mais sobre seus 89 minutos e o fato de ter concorrido ao Oscar.

Admito, super complicado competir com Flow, um dos melhores que vi. Nem dos Hayao Miyazaki... Pra quê comparar, né. A dica da vez é estilo “para todas as idades”, mesmo que a Mubi tenha colocado 10 anos.

Arco é o nome do garoto cuja família – mãe, pai, irmã - curte uma viagem no tempo. Porém, aos dez anos, ele não tem idade suficiente para fazer esse rolê: a mínima é doze.

O menino aproveita uma noite em que o pessoal pegou em pesado sono para aprontar essa viagem. Vai parar em uma época passada em que se usa robô para quase tudo. E, onde vive Iris, menina que sente falta de um carinho maior do pai e da mãe.

Do encontro dos dois, a ficção ganha cores e camadas. Ugo Bienvenu faz da amizade desta dupla, aquarela em que mistura meio ambiente, tecnologia, e, humanos. E robôs. Um deles é Mikki, meio que babá de Peter - bebê irmão de Iris - e ouvinte fiel da garota.

Em várias partes, a animação tem contornos de aventura infantil. O trio aparentemente do núcleo vilão lembra Os Trapalhões com os sequestradores meia tigela de Esqueceram de Mim.

Porém, talvez o que difere Iris da média deste tipo de desenho é a pegada ecológica aliada ao momento Scooby Doo nessa de linha do tempo.

Cara, tem umas cenas emocionantes, mesmo. Eu achei. Você pode taxar de piegas, tudo bem.

A cena do robô Mikki dentro da caverna é de uma sacada, referência, mensagem bem interessantes. Doido como o diretor constrói esse contraditório: robô mais humano que… humano. Sim, a ideia já não é de hoje, porém ficou bem feita neste longa cuja parte visual é de nível muito alto.

A música a cargo de Arnaud Toulon endossa a parte artística da bagaça que teve coprodução de Natalie Portman. Na dublagem em inglês, ela participa ao lado de gente boa como Will Ferrel, Flea e Mark Rufalo. Assisti em francês, mesmo, com legendas traduzidas por Débora Sousa, via Mubi.

Li em algum lugar, não lembro agora, que Arco tenta passar uma mensagem utópica, ou positiva. Os responsáveis pelo longa quiseram fazer um contraponto, segundo eles, aos trabalhos que se baseiam no fim do mundo, no distópico, e tal.

Creio que consegue. Ao seu modo. Ou, não?!

Se acha que o bloguinho merece um Pix, beleza.

A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com

Tou na pindaíba.

Quiser só trocar ideia ou entrar em contato, bacana também.

Fico por aqui, vai que deu vontade de assistir. Ah, assisti legendado, mas só encontrei trailer dublado como o abaixo.

Abraço


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