Só vi agora, para quem gosta de surfe, Sprout é colírio. Ao menos, escute

Tudo começou porque tava a fim de escutar Hope Sandoval. Daí, tinha lá, On The Low. Que faz parte da trilha sonora de um filme cuja imagem chamou a atenção. Sprout é, sobretudo para quem curte o lado menos profissional do surfe. Mais romântico, talvez.

É de 2004 e me lembrou um pouco de Surf Adventures, produção brasileira de 2002 dirigida por Arthur Fontes. Tanto um como outro encontra nos YouTube da vida. Mas, o lance aqui é Sprout, ideia e criação de Thomas Cambell. Adianto que se busca um lance frenético, altas edições, colagens e tal… vai rolar não.
O longa de quase hora e meia filma uma galera que manja muito de andar na prancha, de vários tipos. Do quilate de Rob Machado, por exemplo. Falei desse porque é o único que lembrava de nome. 
Tem mais gente, vê se tu conhece. “lendas como Skip Frye e Mike Stewart compartilham a tela com estrelas modernas como Dane Peterson e Belinda Bags. O filme também conta com Alex Knost, CJ Nelson, Maureen Drummy, Dave Rastovich, Dane Perlee, Monica Rose, Tracey Marshall, Mark Cunningham e Tyler Hatzikian”. Aspas lá de um site, o TrimYourLifeAway.  
“ O longa é aclamado por celebrar a cultura clássica e a essência livre do esporte”, falou trecho de uma sinopse. Com locações em picos tipo Califórnia, Costa Rica, Indonésia, dentrr outros, o diretor faz breve introdução ao citar que o surfe veio do Havaí e tal. Para, na sequência, anunciar que virá 80 minutos de, digamos, “surf way of life”.
O que se vê a seguir é um doping audiovisual. Puts, vontade bagaraio de estar numa praia. Faz tempo e, vai demorar... Ao ser filmado em 16 milímetros, a textura das imagens fica ainda melhor. Casa bem com os e as (estas em menor número) surfistas. Sliders e afins.
Pelo que entendi, Sprour virou um cult do pessoal que fica longe de ir pra Califórnia, viver a vida sobre as ondas, mas sem fazer questão de ser star. Em meio à esmagadoras sessões de pipelines, arrebentações, poucos caldos porque o pessoal é bom mesmo e, se pá, tem edição pra isso, né – diálogos breves e pontuais.
E algumas intervenções em formas de animação, ou trampos concretos como pintar lugares abandonados e mandar ver na produção dos boards, das pranchas. Caiu bem, poderia ter até mais, em modesta opinião.
Reafirmando, se gosta de contemplar o surfe, o longa do californiano Thomas é bacana mesmo.
Quem sabe, o que me pegou tanto ou mais do que as belíssimas cenas é a trilha sonora . Meu, coisa de primeira. É uma de deixar rolando o filme, ou a playlist do longa sem necessariamente fixar os olhos em cada trecho dos aventureiros e protagonistas. Apenas a desfrutar o som.
Tem muito jazz, ritmos diversos, uns instrumentais muito, muito bom mesmo. Das melhores trilhas que escutei esse ano. Além de Hope Sandoval & The Warm Inventions, tem uma faixa do Tommy Guerrero que escuto agora enquanto digito as groselhas agora, bem legal. Já favoritei músicas do Sam Prekop, Ray Barbee, Tortoise, e tem mais coisa. Coisa fina, dá um peso – ou seria leveza? - absurdo pro longa.
Sinceramente, se falar que o soundtrack é o que tem de melhor em Sprout, nem concordarei. Tampouco discordarei. Acertaram muito.
E, deu. Quiser arriscar, assistir de boa, vá em frente. Sprout é uma viagem. Quem sabe, um lembrete de que a correria do dia a dia é necessária. Apreciar a natureza também. De 2004 mudou tanta coisa nesse mundo. Ou, não?
Se acha que o bloguinho merece um Pix, beleza.
A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com
Tou na pindaíba.
Quiser só trocar ideia ou entrar em contato, bacana também.
Quiser dar uma espiada, só não achei dublado/legendado. Clicaí embaixo

Abraço

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Aluno com a camisa assinada pelos amigos é bem fim de ano

Dez músicas para Campo Grande no modo aleatório

Artes visuais no CORDIS de Mato Sul é dica da vez