Só vi agora, peça Seco, a marca é Fulano di Tal

 

Mais um da série, só assisti agora. Seco. Do Fulano di Tal. Coincidência, há mais ou menos um mês assisti Petúnia no mesmo bat-local.   

Pelo que pesquisei rapidinho já tem uns quatro anos. Desta vez, foi sexta-feira no Teatro Prosa. Como disse alguém depois do espetáculo, “ainda estou confusa”. Mas, no bom sentido. Ela saiu da sala com impressão bem positiva. Sexta-feira é dose. Se for de vinho, pode ser reconfortante.

No palco, dois fulanos – interpretados por Edner Gustavo e Douglas Caetano - se veem às voltas com um vizinho misterioso. Para um, a pessoa que mora ao lado é quem faz uns telefonemas misteriosos.

Nesse clima o enredo dirigido por Marcelo Leite – com colaboração de Bruna Neto - se desenvolve. Na relação dos personagens, com influência também dos efeitos nada isolados isolamentos da pandemia. Longe de soar datado os dilemas, as dúvidas, amor, rejeição, vontade de querer gritar, matar, morrer, e, por aí vai.

“Acho que a repetição dos diálogos é porque são as memórias”. É, pode ser. E eu, em minha leigacidade, tentando saber se encaixa em algum estilo teatral esse jogo de frases cuja entonação e intensidade acelera a situação.

Talvez tenha nada a ver, em certos trechos lembrei do longa Aftersun (2022). Muito bom, aliás, já groselhei por aqui.

. Quiser ler alguma hora, clica aqui. “Deve ser por causa da dança”, respondeu minha personal especialista. Emenda que, da parte dela, veio à mente outro filme, O Segredo de Brokeback Mountain (2005). Verdade…, concordei.

A parte da iluminação a cargo de Breno Lucas manda bem também. Seco trabalha com instantes de escuridão total, em contraste com a já mencionada parte dance. Movimentos e Visualidades a cargo de Marcos Mattos e Liana Yuri.

A trilha estilo “você não quer que eu desenhe, né” vem com repertório bacana. Desde I Never Be Maria Magdalena, até Voyage Voyage (esse instante lembrei de um filme brasileiro pois rola esse som adaptado a um ritmo do Norte do país), e, pô, Pet Shop Boys. Legal mesmo. Aí junta com as canções nacionais – cara, confesso que achei que umas era do Liniker, mas não tenho certeza e foi mal se confundi – e dá um caldo na medida.

Uma das sensações é a de que a história poderia ter uns minutos a mais. Sinal que tava interessante, né. Por outro lado, a performance requer esforço físico considerável – sem contar a parte falada, óbvio.

E é isso. Pra variar, quando findar o pitaco, certamente recordarei um ou outro detalhe. Coisa do tempo. Dito isso, driblar o cansaço do dia e rumar ao teatro, mais uma vez, valeu a pena. Na real, sempre vale.




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