Domingo-feira
Creio, e que bom, ter errado.
Neste domingo, sem ter o que fazer, sem ter o que pensar, me forcei a sair de casa para o tédio de domingo não me pegar. Muito.
Fui ao Bosque da Paz. A maior e talvez a mais “elite” delas – olha só, é só impressão, por isso as aspas, e não crítica – e, cara, a feira tá um monstro.
Acho muito massa. Em meu caso, quase não consumo, só um chopp e, devido ao fator preço, mais umas duas latinhas. Aliás, fiquei com a sensação do copo caber menos de 440, pois 350 quase encheu o copo. Deixa para lá, não sou Inmetro.
Enfim, puxei uma cadeira lá na tendinha, tava rolando um pop rock interessante. Certa altura, o vocal ofereceu Anna Júlia para uma conhecida. Perguntei para a mãe dela, acho que era, qual era o nome da banda. Me explicou que na verdade os caras se juntaram meio de supetão e foram tocar. E, mandaram bem.
Eu, que havia parado mais para fazer uma hora, pois moro longe, tinha de fazer valer o translado, me surpreendi com a qualidade do som das caixas e do quarteto. Achei pitoresco, a bateria tá adesivada com propaganda odontológica. E eu quase nem tenho molares e tal.
Pois é, quedei bem na hora do “Toca Raul” (brincadeira). Era Maluco Beleza. Gostei. Rock nessas áreas é mercadoria menos comum. Será que o Guns tem a ver? Quem sabe…
Foi bacana. Mandaram uns covers de bandas de Campão, E, não botei uma fé, e daí, comé quié? Zóio de Lua, Charlie Brown. Além de Detonautas. Mamonas, pô, violão, guitarra, baixo, bateria. De repente, dá bom os caras se juntarem mais vezes. Ou, sei lá, a moça me enganou e, sim, eles tocam juntos.
De boa, somos instantes.
Este tipo de feira, apesar de volte e meia sofrer com os vizinhos ranzinzas, parece ter fincado seu lugar na paisagem da cidade. Isso é bem bacana.
No caso da de domingo, nem ousei percorrer todas as passarelas. Mas, cumprimentei a moça que vende canga-sacola, a chamar o pessoal com um simpático megafone. Nossa amizade platônica vem desde um vendaval quando rolava um hip hop na Praça do Rádio.
Também tem o Cleiton, da chapeleira, conhecido dos rolês das antigas. Não vi o Fábio, chegado do filhão e suas coleções.
Foi um domingão no Bosque com sabor de… domingo.
E é isso.
Paro por aqui.
Momento semáforo
Pode ser Pix, beleza?!
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Se não tem como, ou não tá a fim, de boa.
Quiser só trocar ideia ou entrar em contato, bacana também
Abraço
*editado às 6h13 da segunda (20)

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