Em noite “caótica”, Aquele, Aquela, Menos Ela foi um quentinho no coração
Pode parecer mentira, mas na quinta-feira em que a cidade delineou o que pode ser show e o que não, fomos ao teatro. Como disse em texto anterior, gostaria muito de ter ido ver Slash, Axl e companhia. Paciência. Muito contente com quem foi e curtiu, e, lamento, às pessoas que despejaram suas frustrações em ene coisas. Don’t Cry (aliás, acho que nem tocaram essa). Ah, é, teve Zezé de Camargo… obrigado, passo. Atualmente, bem longe.Mas escrevo por aqui como se fosse ritmar batendo o dedo indicador e o médio na palma da mão. Não é inédita, but, Aquele, Aquela, Menos Ela foi um programa bem de boinha lá no Teatro Prosa. Risadas e reinações dos pequenos em meio a uma plateia surpreendente numerosa e um astral leve face ao tanto de coisas numa noite incomum em Campo Grande.
Liz Nátali Soria se desdobra por Ela. Basicamente (e põe basicão nisso), “a história de uma menina que gosta de dançar e cantar desde a barriga da mãe”. Pelo pouco que pesquisei, ela bolou a peça antes da pandemia, ainda em São Paulo, daí há alguns anos se mudou para Campo Grande e adaptou a encenação para que ela (sem trocadilho, se é que isso é possível) fosse personagens e narradora ao mesmo tempo.
Ao lado, tal qual um escudeiro, Vitor Zan. Responsável pela trilha, arranjos, percussão e tudo o que é preciso durante a aproximadamente uma hora de apresentação. Faz o estofo musical muito bem mesmo.
Aquele, Aquela, Menos Ela deve ter por baixo uns três anos nesse formato solo. E, Liz Nátali visivelmente se esforça sobre o palco. Contagia não só crianças, põe geral para bater palmas, mexer um pouco o corpo, refletir, e sorrir.
Em dado momento, a história lembra fábulas. Talvez, em vez de coelho, centopeia. Com toque bem atual, emocional, psicológico, mental.
A peça percorre a vida de Ela desde a gestação de sua mãe, passando pela escola, até a vida adulta, trabalho e tal. Como se fora mais Emília do que Narizinho, questiona a rigidez da vida “normal”. E, ao seu modo, luta por meio da música (voz e dança) contra um sistema que privilegia o modo automático.
A ponto de se ver com médico e, de modo sutil (ou eu que viajei mesmo) aludir à droga da obediência.
Entretanto, com apoio da avó e do amigo de sempre Juanito, Ela passa pelo momento pesado (retratado de modo breve mas profundo) e reencontra mensagem positiva que acerta não só o público infantil, mas lembra aos grandinhos que a vida não deve ser levada de forma tão séria.
“Acabou!”. Com a criança tirando risos da gente com o inusitado spoiler a milésimos de segundos, a peça termina.
Foi bacana. Apenas um adendo – não é crítica de jeito nenhum, apenas impressão -, Liz Nátali parecia às vezes com expressão surrada de cansaço, mesmo que evitasse demonstrar à plateia.
De repente, por causa do extra turno de ser mãe. Ou, bobagem, nada a ver, eu que estou vendo coisas.
Deu. Fica a dica, se ainda não assistiu, quando puder e tiver a fim de um pouco de leveza, dê um confere no esforço e no bom repertório de Liz, Zan, e equipe.
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