Guns N’ Roses em Campão me detonou um Appetite for Memory
*Editado às 6h43 desta segunda (6)
Poderia dar mil desculpas. Que prefiro ter na memória os caras no auge. Que não pago tudo isso. Que é longe. Gente para reclamar tem de monte. Inclusive, os que podem ir ficam com esses poréns. Sei lá, “investir” o triplo pra viajar e assistir em outro estado um show, pode, né. O importante é a selfie em Interlagos, no Allianz, ou outro pico “descolado”. Em Campo Grande, nem pensar. Não dá rock.
Vai mesmo e vá na força. Certeza, ao som do primeiro clássico – e a banda tem de monte – curta. Que se dane se o Axl não é mais aquele. Se Slash meio que força um estilo. Que o Duff de repente tá mais para cerveja do Homer Simpson. Pelo menos numa noite de quinta-feira deixe tudo isso passar.
Torcer para não chover. O autódromo tem suas deficiências e, se for de písta, a chance de derrapar um monte aumenta consideravelmente se a água descer em abundância. Liga, não. Eu não ligaria. Medinho mesmo é de cancelar. Sai zica.
Escrevo por aqui mais para registrar que o Guns N’ Roses virá vem, veio a “Brown City” (que horrível essa, e não fui eu), Cidade Morena, Campão.
Já fui bem fã. Senta que lá vem história.
Com direito a ir cedinho no centro comprar fitinha cassete do Use Your Illusion e mostrar todo orgulhoso para o amigo na escola. Início dos anos 90.
Antes, gravação em várias fitas os sucessos do rock que de tanto tocar ganha status de pop e rock Appetite For Destruction (1987). Um pouco depois, veio o GN’R Lies, de Used Yo Love Her e da balada Patience. Pô, como não lembrar da versão do Popoto no desenho da MTV, o Fudêncio? Pois é, do século passado. Aparece também na ótima novela Que Rei Sou Eu?
Depois, no Fantástico, matéria com direito a clip de You Could Be Mine, e os caras passando pelo eterno Exterminador do Futuro Arnold Schwarzenegger. Em meio a isso, ou a seguir, agora me perdi um pouco, colei no rádio para apertar o botão de play e rec juntos e gravar boa parte do show dos caras na primeira vez deles no Rock In Rio. Era 1991. Assistia na tevê e dava para sintonizar frequência FM. Pra mim, a melhor versão de Civil War. Sei lá, era gurizão, isso pode ter influenciado no deslumbramento. Acontece.
Nesta edição, também não esqueço pois tocou em um puta solzão de tarde sabe quem? Sepultura. E (para quem me conhece) nada mais.
Após o mega lançamento que foi Use Your Illusion 1 e 2, meio que parei de acompanhar. Nunca cheguei a escutar para valer o Spaghetti, nem o que veio depois. Pelo que observava por cima, Axl e companhia tiveram momentos de muita baixa. Há uns bons pares de anos, um vídeo com o vocalista em estado bem acima do peso e meio que se arrastando a voz me pegou.
Parece que deram uma boa melhorada para essa turnê e tão dando conta do recado. Ano passado tocaram em Cuiabá, e tudo indica que foi ok.
Deu, fico por aqui. É muita memória afetiva de um cara que gosta de rock. De música. E, sem essa de gorar. Na torcida para que saia tudo bem, desde a organização até o palco e quem for desfrute dessa noite.
Que geral se lembre mais tarde como daqueles estilo Eu Fui.
“O Guns tocou aqui e eu tava lá”. E, se ficarem devendo, paciência. Sua parte você fez. E, esteve lá.
Se acha que o bloguinho merece um Pix, beleza.
A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com
Se não tem como, ou não tá a fim, de boa.
Abraço
Nas redes, estou em
Instagram – https://www.instagram.com/
X/Twitter - @KishoShakihama
Threads – lucianokisho77
Linkedin e Facebook também.



Comentários
Postar um comentário