Nova temporada de Machos Alfa ainda faz rir, e a coisa ficou mais séria

Matei a temporada 5 de Machos Alfa em uma tarde/noite. Tudo bem, nem é tanto assim, seis episódios de mais ou menos meia hora cada. Pra mim, é um feito esse lance de maratonar.
Arrisco a dizer que nos últimos anos a série espanhola é minha preferida. Entretanto, creio que só mais uma já ba
Nesta recente remessa que saiu nesse mês de abril, basicamente os ingredientes que fizeram a criação de Laura e Alberto Caballero cair no gosto além da península ibérica estão lá. Se na primeira, groselhei com “Homens riem com Machos Alfa. Mulheres são gargalhadas”, lá no sabotado Drugstore, em 2023, o baguio foi ficando sério (assim, na medida do que é isso na série né). Ao menos pelos títulos dos outros pitacos, já no bloguinho que aqui se queda. Confira (ou não):
Machos Alfa volta e arrisca ir além de zoar do machismo – junho 2024
E Machos Alfa segue sua desconstrução em várias direções – janeiro 2025
Nova temporada de Machos Alfa põe as mulheres no rolo – janeiro 2026
Enrolei pacas já. Tal qual Raúl, Santi, Pedro e Luis. E/ou Luz, Esther, e Dani. Nesta nova temporada, os “desconstruídos” seguem a bater cabeça. Com ações que por vezes contradizem suas intenções, o quarteto continua a toada pseudo-segurança emocional.
Santi (Gorka Otxoa) e Luis (Fele Martínez) mandam muito bem. Difícil deixar de rir. O pai de Alex (Paula Gallego) é responsável por um dos momentos mais bizarros, situação cuja direção parece dizer, “ei, se considera tão absurda, lembre que é uma comédia e de ficção”.
Já Pedro (Fernando Gil), quiçá seja o quem mais se aproximou do “ideal”. Será? E, Raúl (Raúl Tejon), cara, pode ser o que menos? Vai ver é questão de empatia de cada um.
No fundo, eles seguem sendo parceiros. E, mentindo, como se fosse uma traço irresolvível.
O núcleo feminino fincou seu espaço faz uma cara. Entretanto, elas também não deixam de duvidar do que é ser mulher. Até topam um retiro que promete às participantes, encontrar a feminilidade perdida. Se em certo momento, pensei que a série seguiria por um caminho mais previsível – tem umas situações que considerei meio clichê, mas tudo bem – a personagem de Maria Hervás (Daniela Galván) foi a escolhida para dizer “ei, bora aproveitar a audiência e tocar em assuntos que incomodam os homens, como por exemplo, violência sexual?”.
Luz (Kira Miró), aparentemente a mais descolada, vai ter uma recaída?! Esther (Raquel Figueiredo), seria uma versão de Mônica Martelli, talvez? Ou, nada a ver. Fato é que o estica e puxa no processo do divórcio garante parte do humor, assim como sua vontade “inescrupulosa” de emplacar no mundo artístico. Raquel e Fele poderiam montar algum trabalho juntos, seria sucesso de risos na certa.
Essa dualidade entre o caricato e a realidade me transpareceu latente quando terminei de ver a série. Aquele momento de processar as ideias.
Na série, há mais coisas que mexem com isso, às vezes sutilmente, outras quase escatológicas. Sem contar o hilário de enumerar as tantas denominações usadas gratuitamente como bicurioso, heteroflexível, sologâmico, etc. Sinceridade, não pesquisei.
Menção para o comportamento manipulador de Alex. Paula Gallego cumpre novamente bem o papel de interpretar a filha de Santi, e o plus vem em suas discussões com Raúl. Rende discussão para mais de metro. Os diálogos entre os dois ficaram bem interessantes. No meio, Santí como mediador, vai vendo. Ou rindo.
Fora isso, Machos Alfa usa música clássica na trilha de modo que encaixa com graça. Ao mesmo tempo, as cenas geralmente são curtas. De repente, estilo Netflix de manter seu cérebro com dopamina suficiente para seguir na maratona.
Já adianto, pois fui fazer uma pesquisa rápida, e teremos a temporada 6. Provavelmente a saideira.
Hoje, posso dizer que gosto mais das três primeiras. Porém, a quarta e a quinta valem dar uma chance.
A direção ainda encontra tempo de citar o amor Ah, o amor...
Sei lá, rola essa mensagem também, interprete como quiser.
Caraca, deu. E nem falei na Marimar (Marta Hazas), Blanca (Cayetana Cabezas), Diego (Victor Hassan), e de novas caras que surgem no caminho.
É... gosto mesmo da série.

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