Se pudesse, levaria o baú de Petúnia para casa

Em momento Só Estou a Escrever Agora. Petúnia, do Fulano di Tal, tá redondinha.
Em mais uma ida ao Sesc Horto, sexta-feira (20), Luana Vilela, Nicoli Dichoff, Kelly Figueiredo protagonizam a história de Petúnia (Luana), a mais feia das feias, em uma peça com cenários e figurinos interessantes. Se pudesse, levaria o baú para casa.

De maneira tragicômica, a produção que tem entre as mentes criadoras. Marcelo Leite e Douglas Moreira, dá para dizer que é recomendável para todas as idades.

Em meio à situações que remetem ao ar mesquinho das cidades que crescem de tamanho e mantém tacanha mente provinciana – sentimentos como inveja e preconceitos simbolizados pela personagem de Nicoli - Petúnia aguenta a vida de bosta de vaca sobretudo pelas parcas lembranças que entende ter de sua mãe.
O figurino e maquiagem também a cargo de Edner Gustavo contribuem bastante na montagem e traz cores vivas ao palco. Em meio às memórias, os perrengues de Petúnia, aparece a “Criatura Sem Nome”. Personagem de Kelly Figueiredo, meio que um ser invisível (ou invisibilizado), passa a acompanhar a mais feia das feias em seus devaneios e sonhos.

No fundo, creio, Petúnia vem a somar na questão de aceitar o diferente. Menos fisicamente, mais socialmente. Humanamente. Com roteiro que parte das risadas e no decorrer da apresentação emenda montanha russa de memórias, revelações, ganha contornos trágicos, mais escuros (a iluminação ficou bem legal). Óbvio, melhor conferir a energia e o entrosamento de Luana, Nicoli e Kelly em cima dum palco. Explicar aqui vai ficar sem graça, e, na real, periga só ficar em um blablablá clichê. Ao fim, Petúnia me fez sair do Teatro mais leve. Quando isso acontece, é sempre bom. O espetáculo fez parte das comemorações dos quatro anos do Fulano di Tal em em sua nova sede, e dos 23 anos de “(r)existência” do grupo. Pena não assistir as demais peças. Fica para uma próxima. É isso.
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