Da batalha de rima a Chico Chico, ou, das 4 até as 11 em campus
Posso chamar, sim, de rolê meio aleatório. Afinal, das 4 da tarde até as 11 da noite, no mesmo lugar, com um vácuo de umas duas, três horas, tem de ter disposição. E a sorte de re-ver antigas e - nem tantas assim – amizades.
A ideia 1 era conferir a Batalha de MC’s, ou de rimas, como queira. Essa foi a parada do fim da tarde. Fases finais de um pessoal bem afiado. Senti falta de uma mina entre finalistas. Quem sabe em um futuro próximo. E, adaptar o coro de “Conhecimento!”, confesso, demoro para me adaptar. Vai ver, está no Sangue (!).
Rap é bom, né. Os caras não pouparam ninguém em cima do palco montado no estacionamento do Teatro Glauce Rocha. Merecia plateia maior, porém, é compreensível. No duelo final, Mano Cid levou a melhor, embora eu tenha preferido o CJ. E daí, né, quem sou em pra julgar, gente de alto quilate na fita para dar o veredito. Respeita.
O importante é a cena crescer, ocupar espaços sem perder o que caracteriza o hip-hop. Ah, e engrosso o coro para libertar quem está preso injustamente em Campo Grande.
Então, as batalhas acabaram no comecinho da noite. Confere aí a hora do anúncio do vencedor.
A segunda e última intenção quando fui ao campus da UFMS com o Festival da Juventude ter, começava só depois das nove. Mais ou menos duas horas e meia pra passar. Quebrado de grana pra variar - motivo suficiente para evitar a tentação das barracas munidas de coisas bacanas para alimentar a mente, coração e o estômago -, a tentação de meter o pé de volta pra goma era uma, hein?!
Porém, fui ficando. Pessoal testando o som para os shows que ainda viriam me serviram de distração. Depois, lembrei de seguir com o livro em PDF no celular. O Homem e seus Símbolos. Li mais umas 30 páginas, e deu de ficar sentado no meio-fio.
Até que começou a rolar uma coisa bem bacana. Trombar com gente conhecida. Antigas amizades com quem não falava pessoalmente há décadas, até de quem mora fora de Campão, especificamente Dourados City! Outras mais recentes. Em comum, todas com uma vibração boa. Obrigado às envolvidas.
Boas companhias fazem o tempo passar de maneira leve. Assim, conheci a voz de Karla Coronel. Trabalho autoral emplacar por estas bandas é osso. Boa sorte a ela, em seu trabalho de atitude dentro e fora da música.
Confesso, a atração que fez fazer um day use no campus da UFMS tem um quê de sentimental. Cássia Eller faz dessas coisas, reúne muita gente boa, meu filho.
Chico Chico literalmente leva a voz e a presença de palco que fez de sua mãe presença eternamente marcada na minha vida, minha filha.
“Não conheço muito as músicas dele, mas dizem que o show é bom!”. Até poderia ser minha a frase, mas foi de uma das figuras que reencontrei. Razão total. Ninguém e Árvore recém entraram na minha playlist.
Legal legal, banda banda, Chico Chico se move assim, de dois em dois. Canta, canta!, provoca ele em direção ao público. “A Cássia parecia que não fazia esforço para cantar. Ele, também, vai cantando e indo, tranquilo, tranquilo”, ouvi de uma mulher depois do show para creio sua amiga perto de mim enquanto me encaminhava para pedir um transporte.
Pode ser. Chico Chico não frustrou as expectativas. Bem, no meu caso não tinha, então foi melhor ainda. Entre um cigarro e outro, risadas e tudo mais. Menção honrosa para os músicos, a quem o guri de 32 anos faz questão de enaltecer entre uma ou outra canção. No repertório, suas músicas, um pé grande no blues, e interpretações de alto nível. Jards Macalé, Belchior, Rita Lee... Ao fim, entoa Blues da Piedade de forma que orgulharia o Cazuza e, certamente, a mãe. De lambuja, mandou lembranças para “ilustre” paciente médico que não pode sair de casa. Devidamente homenageado com palmas.
Hora de ir embora. Gente, brigadão mesmo pela companhia.
É...se acha que o bloguinho merece um Pix, beleza.
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