Em Idade é Um Sentimento a escolha é sua. E, tá tudo bem

 

Gabriela Munhoz e Paola Kirst abordam temas difíceis de envelhecer. Ou, vá ver, envelhecem bem. Quinta-feira, se eles foram ao Glauce ,eu fui ao Prosa. Fazer o quê, né, Idade é um sentimento. E é fruto de escolhas. E, tá tudo bem.

Mais ou menos assim, a peça teatral com direção de Camila Bauer foi minha opção. Aliás, parabéns pelo prêmio Shell cujo Instinto quem sabe um dia passe por aqui.

O espetáculo teatral da vez lá no Sesc Horto é montagem inédita baseada em texto da canadense radicada em Londres Haley McGee, e “aborda a trajetória de uma mulher na vida adulta, do dia em que ela completa 25 anos até a sua morte”.

Pelo que pesquisei rapidinho, a adaptação de Age is a feeling não tem dois anos. Ao esbaldar em intervenções/movimentos (sobretudo por Gabriela), trilhas sonoras em pleno palco (percussão, efeitos, bateria nervosa de Paola Kirst), a produção gaúcha tem forte apelo audiovisual.

Em meio às escolhas preta, branca, cores em imagens projetadas ao fundo da encenação, temas cotidianos e, por vezes, espinhosos, a peça espelha a (então) êta vida besta, meu deus, da mulher “comum”.

Amores, trabalho, violência, família, amizade, machismo, assédio moral, maturidade, morte, não necessariamente nessa ordem, são retratados pela dupla em alto e bom som. Muito difícil não se identificar ao menos com uma passagem. Independente de qual lado.

O roteiro estilo saga da jovem até os sei lá quantos anos, talvez tenha poucos sobressaltos. A preferência por minimizar situações surreais ou de realismo fantástico é compensada pela atuação empática de Gabriela e a versatilidade de Paola. Sensibilize-se.

Sem conhecimento o suficiente para cravar, mas a junção de imagens, vídeos, com música ao vivo em cena mostra-se cada vez mais frequente. O que não quer dizer que é fórmula certa para cativar a plateia. Neste espetáculo o combo dá muito certo.

Idade é um Sentimento sempre oferece ao menos dois caminhos (quem assistiu vai entender). Ao menos por uns instante, todas e todos merecem palavras confortantes. Sempre dá tempo, em qualquer época da vida, de se encontrar antes do adeus, adeus definitivo.

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