Só vi agora, A Aura é pra quem gosta de cinema latino-americano
O filme da vez é meio das antigas. A Aura, de 2005, é argentino, talvez conhecidão e eu que não tava ligado.
O fato de ter Ricardo Darín já é um motivo que vale a espiada. Do diretor Fabián Bielinsky, de carreira interrompida cedo – faleceu em São Paulo aos 47 anos, em 2006 - o longa mistura ação, drama e epilepsia.
A história basicamente gira em torno do personagem de Darín (Esteban), um taxidermista que volte e meia imagina um roubo perfeito. É um cara frustrado, a mulher ainda literalmente deixa ele e, pra dar uma espairada, aceita ir ao interior junto com amigo para caçar.
A região, interior argentino, é onde a trama se desenrola. Acabam se hospedando em uma casa onde estão uma mulher (Diana) protagonizada e bem por Dolores Fonzi, e seu filho.
O marido é um caso à parte. Ele estaria envolvido em um plano de assalto.
Ano Novo, perrengue de sempre
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Entretanto, Darín acaba assumindo o lugar do homem na quadrilha. A partir daí, entram em cena dois personagens interessantes: o líder do grupo (boa atuação de Walter Reyno – falecido em 2014 - e o capanga principal, também com boa interpretação de Pablo Cedrón. Caraca, outro que já nos deixou em 2017.
Posto que a aposta principal é o personagem principal conviver com pensamentos não muito certos e com a epilepsia, A Aura tem um pouco de um humor ácido, relações humanas problemáticas, e um silencioso caos que orbita em meio à paisagem rural e durante do, sei lá, chaco argentino. Posso estar a falar bobeira geograficamente mas vai assim mesmo.
Ao que parece, mesmo bem recebido no geral, o diretor é mais lembrado por Nove Rainhas (de …)
Isto não tira os méritos do longa em questão. Digamos ser um filme de assalto com toque de cinema argentino. Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2006, quando o vencedor foi o sul-africano Infância Roubada (Totsi).
Outrora de destaque internacionalmente parece viver em momento de baixa. Retrato atual do governo Milei, talvez?!
Bem, é isso. A Aura tem bons momentos, um ritmo carregado sem pressa mas com certa tensão no ar, e Darín em boa forma. Se gosta de cinema latino-americano é uma.
Abraço
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