Amarela é tenso para nipo e brasileiros

Cartaz do Curta metragem Amarela, de André Saito

 Talvez soe impopular, porém entendo a pouca falta de apelo dentro do país para Amarela. 

Sem contar que a própria conta Amarela Short Film (instagram) parece estar em patamar que não precisa de divulgação. “Olá, tudo bem? O curta já está disponível?” Mandei mensagem em 12 de dezembro e até hoje… Agora dá para ter acesso via Globoplay, parece. 

Dá nada não, conseguimos assistir em grande estilo na Estação Cultural Teatro do Mundo. Iniciativa bem legal - passou também A Natureza das Coisas Invisíveis - um sopro em plena quarta-feira de Campo Grande. Experiência coletiva é mais reveladora.

Não deu pra trocar ideia com o pessoal depois da sessão. Fica pruma próxima. 

Pessoal envolvido nas sessões na Estação Cultural Teatro do Mundo

Amarela foi lançado em 2024, e tem 15 minutos. Em sua esmagadora maioria do tempo exala uma energia potente, tensa.

Dirigido por André Saito é ambientado em uma São Paulo no meio da final da Copa de 1998. Torcedora e muito da Seleção, Érica é a protagonista que sonha com o título diante da França de Zinedine Zidane. 

O esporte mais popular do mundo é o campo em que Amarela expõe o drama da descendente de japoneses, vivida em firme atuação de Melissa Uehara.

Ela toca a vida emparedada pelos dois lados. Um, a família que ignora suas emoções e tenta preservar as tradições nipônicas.

Do outro, a discriminação velada - ou nem tanto - dos brasileiros brasileiros.  

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Uma carga forte. Porém, é notório a pouca visibilidade dada ao preconceito diante dos asiáticos de maneira geral - independente da descendência ser japonesa, chinesa ou outra. 

O curta foi pré-indicado ao Oscar deste ano. Amarela não teve torcida. Querer demais nessa alardeada retornada do cinema nacional que tampouco resultou na abertura de mais salas fora dos shoppings. Oxalá mais filmes BR.

Os 15 minutos da história de Érica pega qualquer jovem que não seja alienada, alienado. Talvez seja esse o diferencial da direção de André Saito. Infelizmente, a chance das temáticas expostas no curta ganharem mais espaço nos debates nipo e brasileiros é pouca. 

De um lado, a opção pelo conformismo embalado da passividade que prefere evitar atos estridentes. 

Do outro, a impressão de ver exagero em denominar como preconceito as piadinhas com o povo exótico. 

É isso. Valeu.

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