Do Guillermo del Toro, Frankenstein é a cara dele

Se gosta das coisas dirigidas pelo mexicano, vai na fé. Se não, não.
O longa da vez baseado em livro de Mary Shelley tá na Netflix e, creio, ser desnecessário entrar muito na história em si.
Em duas horas e meia, o filme tem os ingredientes que o deixam palatáveis para o público em geral. Diria estar mais para A Forma da Água (2017) do que para O Labirinto de Fauno (2006). Este, para mim, segue como a melhor obra de del Toro.
Frankenstein 2025 vale a pena. Sempre com um pé no mundo mágico/imaginário/fantasia, o longa se desenrola no limite de questionar valores morais, bem como a antiga obsessão da humanidade pela imortalidade e, ao mesmo tempo, desejar ser deus.
Ano Novo, perrengue de sempre
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Ao que parece, a crítica também foi boa. Indicações para vários prêmios e tal. Não sei…
Do elenco, a atuação de Jacob Elordi é muito boa. É ele quem dá vida à criatura criada por Vitor Frankenstein (Oscar Isaac) e, como o personagem, vai subindo o tom da atuação até o fim da trama. Christoph Waltz como Henrich Harlander também vai bem. Merecem menção ainda o pai de Vitor, interpretado por Charles Dance, e Lars Mikkelsen que faz o Capitão da embarcação presa no gelo na região que topa com a dupla criador e criatura.
Perdão, do lado feminino gostaram de Mia Goth, como Lady Elizabeth Harlander, mulher do irmão de Vitor, e de quem o médico se apaixona. Considero uma atuação na média. Longe de comprometer, porém, nada inesquecível. O destaque é, sobretudo – e acredito, de propósito – é Jacob Elordi.
Frankenstein, como disse, deixa um pouco de lado o grotesco e prefere humanizar bastante o “monstro”. Na outra ponta, aponta a frieza e a megamelomania dos ricos.
Del Toro é assim, né. Parece que vai por o dedo na ferida e afundar para doer bastante. Mas, no fim, tenta evitar o choque. Ou, ao menos, suavizar de forma dramaticamente bela. Isso, ele sabe fazer, e bem.
É isso, filme bem alardeado nem rola eu groselhar muito.
Fica a dica, sim. Quiçá pareça ranzinza, é mais impressão. Del Toro sabe como produzir bons entretenimentos. Cinema também é isso, e tá tudo bem.
Abraço
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