Peguei uber e descobri só agora o pop rock uruguaio da Cuarteto de Nos

Capa de Puertas, recente lançamento de Cuarteto de Nos

Um sábado de noite, voltando lá da Ziriguidum, by Uber. No som do motora rolava um vocal espanhol. Esperei um pouco. Vai que é louvor, cristão, não é em português pra cliente não reparar.

Proximo sonido toca e, errei grandão. Graças a deus. Mais uma música na sequência, opa, é um rock bacana. “Esse som é do Maná?”, arrisco meio tiro no escuro. Conheço quase nada dos mexicanos. Foi mais pra intentar puxar conversa e descobrir quem era na playlist.

Não, antes era mas travou, daí troquei. Disse o hombre del coche. É uruguaio, disse o expansivo conductor. Nenhuma informação a mais sobre as músicas.

Outra faixa, uma letra bacana e um rock idem. Com a ajuda do celular próximo ao alto-falante, silêncio para quem nos vigia escutar e, quem sabe, encerrar a curiosidade. Deu certo.

El Cuarteto de Nos é bem conhecida, sabia? Pois é, yo no sabía. Formada na década de 80, em Montevidéu, só no Spotify tem 4 milhões de ouvintes mensais. No YouTube, quase dois milhões.

A banda já tem disco de ouro, platina e etc. A formação atual conta com Roberto Musso - Voz, guitarra; Álvaro "Alvin" Pintos – Bateria; Gustavo "Topo" Antuña - Guitarra solo; e Santiago Marrero - Teclados, baixo.

A canção que deu origem ao garimpo musical leva o sugestivo nome Breve descripción de mi persona. Essa é do álbum Bipolar, de 2009, e a faixa em questão é meio um desabafo de uma pessoa em nível crise existencial nos tempos modernos.

El Cuarteto tem essa pegada de abordar temas cotidianos com certo sarcasmo. Apesar de estar nichado em rock, volte e meia rola uma acelerada na letra que qualquer semelhança com um rap deve ser mais do que semelhança.

Munido de um instrumental honesto, sem virtuosismo, geralmente há pouco espaço em branco nas faixas. As vozes preenchem o som como se precisasse falar tudo ao mesmo tempo agora.

Ainda escutei pouco da vasta discografia do Cuarteto. A impressão é a de que no começo era bem mais popzão. Mas, como diria Facas Voadoras, é só impressão meu bem, de repente.

Pelo que entendi, a saída de Santiago Tavella no ano passado desfez a formação que impulsionou pra valer os uruguaios na cena musical, principalmente na América que habla el español.

Como tou meio de arrasto, optei por ouvir Puertas. Saiu este ano e, posso estar falando groselha, manteve um nível legal.

A faixa que abre os trabalhos é o nome do álbum. Por vezes o trampo da banda beira um pop rock. A diferença é que a letra segue a carregar inconformismos e ironias. Na boa, momento tiozão nostálgico, lembra positivamente rock brasileiro dos anos 80 e 90.

O álbum tem oito músicas em pouco mais de 30 minutos. Se pá, a minha preferida é Ganaron los malos.

“Ganaron los malos

Ganaron los malos

Gritaron más alto

Jugaron más sucio

Fueron más astutos

Nos acorralaron

Ganaron los malos”.

Me quedaré por aquí. Fica a dica no estilo Só Escutei Agora. ¡Hasta luego!

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