Só vi agora, solo Relicário de Mim guarda força e coragem de sobra

Às vezes, não escrever de supetão é bom. Apesar de que, há momentos, funciono melhor na pressão. Muitas vezes não funciono de jeito algum. “Coitadismo”, que fala. Irmã bastarda da hipocrisia de muitos que defendem o direito à saúde mental. Mais um pouco, ladeia os direitos. Humanos, humanas, humanidade.

Dei essa volta toda sem a intenção de pedir Relicário de Mim. Deixar para o palco, a dança de Frantielly Khadija. Solo, sola. Depois de ver sua performance, sexta-feira, Teatro Prosa, saí meio assim...melhor processar a coisa toda no caminho para casa.

Com direção cênica de Chico Neller, e selo de qualidade Ginga, Relicário – posso estar errado – teve primeira exibição no fim de 2024. Pois é, meio que momento Só Assisti Agora. E, quem não viu, sei lá, perdeu.

Como apontou minha personal crítica, a ausência em observar apresentações de dança solo impede a gente de ir muuuito a fundo. Porém, geralmente ela aponta ou resume bem o que presenciamos. A forma de Khadija transmitir de forma abstrata, por exemplo. E eu, pensando durante a apresentação, “caraca, fazer essas coreografias de salto, que doido”. Queria ter registrado essa parte. Aliás, perdão pela qualidade das imagens. Valerão mais pelo registro.

Falar sobre sua força, em vários aspectos, é chover no molhado. Expressão que impressiona.

“Dança contemporânea que une fragmentos das escritas corporais e memória afetiva...convida o público a uma imersão sensível nas “miudezas” da existência humana e suas barreiras”. Trecho da sinopse de Relicário. O trabalho com a iluminação e o emprego em sua ausência são ok, também.

Além do momento performance de salto em modo contemporâneo, vai mais algumas viagens/groselhas deste que escreve. Na primeira metade, Frantielly faz uns lances contorcionistas que – não leve para o lado negativo pelamor – me lembra cena filme gore. Sei lá porquê veio na memória takes do A Substância – aquele com Demi Moore, Margaret Qualley – e Eraserhead – dirigido por David Lynch.

Do meio pro fim - acho que essa viajei mesmo - imerso na dança, nada tirou da minha cabeça que um trecho do instrumental era Who Wants to Live Forever, do Queen, época do Highlander. Filmaço que completa 40 anos agora, nem tava ligado. Tudo bem, também aparece em Stranger Things.

Se a arte permite alto grau de subjetividade e interpretações, por favor, dê um desconto pra mim. Ou. não.

Pra fechar o arco das impressões nada abalizadas, Relicário de Mim exala em bom som os Direitos Humanos. Por meio dos falantes do Teatro, vozes reafirmam conceitos de igualdade, liberdade, entre frases cotidianas que devem significar alguma coisa. Para quem está em cena e para quem assiste.

Ah, e, seria desleal de minha parte dizer que a troca de mensagens/agradecimentos com a criadora e intérprete não interferiu em minhas impressões. Brigadão mesmo pela paciência e atenção. Às vezes é bom não sair por aí a opinar por impulso, de supetão.

É isso. Groselhei demais, já.

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