Em Esperando Beltrano, escolha o(s) ato(s) de sua preferência

Se fazer rir é desafio dos grandes, a peça Esperando Beltrano se esforça com louvor. Teatro Prosa, Sesc Horto, lá vamos nós. Do Centro Teatral e Etc e Tal, Rio de Janeiro, curiosamente Alvaro Assad e Marcio Moura não são nascidos por lá.

Com pouco mais de 30 anos, se não estiver errado 2026 é o ano 32, experiência tem de sobra a dupla.

Óbvio, quem não foi, perdeu a chance de ver qualé que é. Em aproximadamente uma hora e vinte minutos, Esperando Beltrano se desenrola em cinco atos. Assad e Moura partem do “tempo” para apresentarem de formas diversas o teatro contemporâneo.

Entre pantomina literária, teatro narrativo/documentário, pantomina clássica, e pantomina com biombo, os atores/mímicos/autores encenam as agruras de Elisabete Maria (na real, não sei se escrevi certo), personagem interpretado por Marcio Moura que abre os trabalhos. Opa, antes rola o lúdico Prólogo acerca da Merda!

Em humilde opinião, a pantomina que, por meio de Alvaro Assad na narração, é ponto mais alto do espetáculo. A performance, o texto, e o entrosamento deles dificilmente deixa alguém da plateia sem esboçar ao menos uma risada. Onomatopeias, gestual, iluminação, som, aspectos na medida certa. Um incêndio calculado.

A parte séria, gostei do cenário e seus espelhinhos, é séria mesmo. Sobre origens, lembranças, ancestralidade, resiliência feminina, e ressignificação.

Cara, sei lá se foi por isso, as duas partes que dão continuidade eu demorei para voltar o foco. Problemas além do Prosa, talvez. Cabeça nas nuvens enquanto a mímica rolava solta. Eles trajados e paramentados de barba branca, aos poucos me fizeram voltar ao espetáculo.

Na parte final, o biombo marca presença. Que bosta. Brincadeira, se já assistiu vai entender. Momentos hilários, comédia da vida, privada. E, cadê o Rui Franco?!

Esperando Beltrano termina como começa. Talvez apenas impressão, Assad e Moura dominam tanto a peça, mas tanto, que, em algumas cenas, dão a sensação de funcionar em modo automático. Foi mal aí, é que parece redondinho demais.

Porém, longe de ser uma crítica crítica. Vai ver, é proposital na linha de que uma das ideias é abordar o teatro contemporâneo.

Quem sabe, apareça outras oportunidades e o Centro Teatral apresente em Campão outras peças, espetáculos, Etc e Tal.

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