Série Os Anos Novos é romanticamente dura

Tipo da coisa que sai depende do momento de como você está. Vamos lá…

Tropecei na Os Anos Novos por conta do algoritmo. Alguém postou, na boa não lembro agora, print de resenha publicada na Folha de S. Paulo sobre a série espanhola lançada no fim de 2024.

Daqueles lances que, por bobeira ou coincidência, você encasqueta e começa a assistir.

Los Años Nuevos é dirigida por Rodrigo Sorogoyen, co-criada com Paula Fabra e Sara Cano. Aviso que é drama sobre relacionamento, entonces se acha o tema clichê, um porre, larga a mão. Ou, não.

Eu gostei. São dez episódios em que no primeiro a pareja se tromba em uma boate/bar no dia 31 de dezembro de 2014. E o décimo e último acaba na virada de 2023/2024. Se eu confundi os anos foi mal. Será o de menos.

Vai aí uma sinopse da Mubi para ajudar: Madrid, véspera de Ano-Novo. Ana e Óscar se conhecem pela primeira vez na noite em que ambos completam trinta anos. Naquela noite, seus mundos colidem em um romance inesperado que se desenrolará ao longo de uma década de réveillons.

Uma das sacadas de Sorogoyen e companhia é cada situação retratar somente o 31 e 1. A impressão é a de que parecem dez temporadas. Bom, na vida dos principais personagens é meio que isso.

O pilar porém vem do roteiro, do texto, e da interpretação. Não há como não se quedar por Iria del Rio, a Ana. Do outro lado, Francesco Carril é o inseguro que tenta aparentar o contrário. Gente boa, também, porém, para Ana, talvez sofra de trauma de infância derivada da separação dos pais.

O lance é que rola uma química física nível hard, pontapé para o caso ficar sério. E daí, abrir as portas para os prós e contras. Em dez anos pode passar muita coisa, né.

Se fosse apelar para a comédia, Os Anos Novos poderia descambar fácil para algo como a música Eduardo e Mônica. Ana, muito viva, sempre em movimento, mas, com um pico tentando se encaixar no mundo. Inclusive profissionalmente.

Óscar, mais paradão, prático, médico, porém, desconfia das pessoas acima da média. Mesmo que se negue a reconhecer e, depois, sofra por isso.

Assisti a um vídeo no Insta em que a crítica assinala que a produção tenta a todo tempo fugir dos clichês de uma série desse tipo. Sorogoyen se sai bem, eu acho. Diria que a produção tá mais para o filme Namorados para Sempre (já escrevi sobre, se quiser ler depois ou agora clique aqui). Porém, com algumas diferenças. Blue Valentine é osso…

As atuações de Iria e Francesco dão conta do recado. Apesar dos diálogos serem muito bons, prova disso é o último episódio praticamente se passar dentro de um quarto de hotel, e a pareja conversando muito para tentar se entender,

o silêncio, a pausa, nas discussões, nos momentos que Ana se dá, que seja para dar uma tragadas no cigarro, ou em que Óscar para e a fita, ou olha para o nada, é nervoso.

Fora isso, a série mostra de uma forma nem tão soft, o combo que vem quando se engata um relacionamento. As mães, os pais, família, as amizades.

No recheio vem problemas com drogas, redes sociais, e, no fundo, ser “moderno” demais requer muita compreensão. Traição? Ou, não? Por que te incomoda, então? Rotina, estou fora. Será? Guenta?

Assim como ter dinheiro, infelizmente, é fundamental. Não muito, talvez, mas hay que tener algun. Bobear, vai ter hora que um dos dois joga isso no ventilador.

Óbvio, são dez episódios, tampouco aspiro em fazer suco em reles sei lá, dez parágrafos. Apenas más una cosa que me gustó: muita música.

Uma trilha interessante, em sua maioria de som espanhol. Tem o nominado Nacho Vegas. Gostei de conhecer os trabalhos de Triângulo de Amor Bizarro e de Freedonia, apenas para citar alguns. A jukebox da série tem o ecletismo de repertório. Música salva.

Deu. Melhor parar por aqui. Mas, fica a dica.

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