A Natureza das Coisas Invisíveis é a dica de boinha da vez

Serena e Laura Brandão protagonizam A Natureza das Coisas Invisíveis

 A Natureza das Coisas Invisíveis é um bom drama e vale dica. Na real, antes de assistir, encarei como um plus, pois inicialmente o que nos levou até a Estação Cultural Teatro do Mundo na última quarta (28) foi o curta Amarela (dei meus pitacos no texto anterior). Que bom ter ido.

Como disse anteriormente, ver ao lado de mais gente e em uma tela maior do que a minha televisãozinha são experiências bem mais interessantes.
Fui sem nenhuma expectativa, não tinha lido ou visto nada sobre a produção. Dirigido pela brasiliense Rafaela Camelo, o longa tem instantes mais densos, porém, no geral é polvilhado de leveza. Mesmo que boa parte seja filmado em hospital. Pois é onde trabalha a enfermeira Antônia, interpretada por Larissa Mauro. Ela é mãe de Glória, a menina que está de férias e passa o dia tentando se divertir de alguma forma. A atuação de Laura Brandão é cativante. 
O nível de empatia aumenta quando conhece Sofia, de mesma idade – por volta dos dez anos – que chega lá para acompanhar sua bisavó, que sofreu um acidente doméstico. Sofia, vivida por Serena, rapidamente cria um laço com Glória.
A mãe, Simone, na boa interpretação de Camila Márdila, não anda muito bem consigo mesma e com a vida. Corre o risco de até perder a guarda de Sofia. E, encontra na enfermeira um alento.

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A Natureza das Coisas Invisíveis gira praticamente em torno das quatro personagens. Aline Marta Maia, a bisa Francisca, preenche positivamente a tela nos minutos que aparece, seja pra sorrir, refletir, ou surtar.
O longa de hora e meia tem momentos engraçados, fruto das peripécias e reinações da duplinha. As conversas de Glória com a ala idosa do hospital são bacanas e antecedem situações de luto abordadas com sensibilidade na direção de Rafaela Camelo.
Na parte drama propriamente dita, vale citar as discussões curtas e diretas das filhas com as mães. O desabafo de Glória em resposta à Antônia no carro mostra que Laura Brandão tem futuro promissor na arte de interpretar. Já a frieza/raiva de Sofia no trato com Simone em conversa na sala é contundente. Compreendo muito o sentimento da personagem de Camila Márdila naquele instante. F…
Serena mostra muita segurança em sua atuação, pois tem de lidar ainda com outro tipo de “morte”. O oposto de Glória, que, aos olhos da mãe, renasceu e, de repente por isso, tem preocupações e meia com sua filha.
Além do luto, o filme aborda/trata com uma tranquilidade sutil, a religião, sabedoria popular, gênero, e a infância. Esta última digna, sei lá, de receber o selo joinha ou coraçãozinho do Instituto Alana.
A trilha sonora, a cargo do chileno Alekos Vuskovic, ajuda nessa sensação de “é preciso um pouco de paz, de pausa”. É isso, desnecessário falar mais. Fica a dica. Parece que tem na Netflix, mas assistir em uma sala é bem mais legal. Abraço.

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Pessoal do Cine Teatro Estação antes das exibições de Amarela e A Natureza das Coisas Invisíveis, em Campo Grande


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