Dica de HQ, Samsara arrisca uma Campo Grande em tons cyberpunk/ancestral

Capa de Samsara, HQ de Anderson BarbozaCaso queira ficar um tempinho fora do clima da folia carnavalesca, eis uma dica ficção científica em quadrinhos, com Campo Grande de pano de fundo, Momento só li agora – na real, no começo do ano - Samsara vai do cyberpunk à ancestralidade indígena com toques de Pantanal.

Um bem bolado de Anderson Barboza, a HQ se passa lá por 2088. A obra tem umas de opor a inevitável automatização e controle por meio da tecnologia, tecnocracia, diante da necessidade de se reconectar com a natureza, e seres, e coisas que fazem falta já nos dias de hoje: apreço pela terra, pela Terra.

Dividida em capítulos, a fita em quadrinhos tem como personagem principal, o Felipe. Jovem que se vira como pode em uma Campão onde se paga até para respirar. Ele entra numas paradas meio Neo da Matrix, meio mundos paralelos.

Tem como um dos parças o Yago, que o ajuda nas conexões e nos rolês que meio torto, meio sem eles imaginarem, visam subverter a ordem vigente. Não que Felipe tenha pensado muito nisso antes, mas, depois de certos acontecimentos virou uma forte dor de cabeça quase que constante.

Do lado mais Itatim, em que existe uma natureza, comunidade mais de boa e ligada às populações originárias, o cara conhece Nireh, que faz parte da resistência, e traz consigo referências indígenas. Digamos que é a principal representante do núcleo feminino na bagaça.


Felipre, Nireh e Lothar, personagens de Samsara

Fecha o ciclo principal, o Lothar (momento aleatório, lembrei do personagem de mesmo nome do Defensores da Terra – Defenders of the Earth, mas creio ter nada a ver com o trabalho de Anderson Barboza). Na história distópica enredada em Campo Grande, ele é o mais cabuloso - meio homem, meio onça, daí a citação a ver com Pantanal e tal. Bom de briga e, ao mesmo tempo, faz uma ponte para as coisas menos racionais da história.

Samsara podia até ter uma continuação. Não soaria forçado.

Participam também da feição da história em quadrinhos, a Mayara Dempsey, roteiro e preparação de texto, e Fabio Quill, edição e cores.

O material, a impressão, e os traços valem o registro e espero ter mais contato com os quadrinhos feitos em Campão e Mato Sul em geral.

Tive a sorte de topar com o Inferno, o Espírito Faminto, o Animal, a Humanidade, e o Ser Celestial de Samsara depois da filhota ter ganho em um evento organizado pelo teatral Casa de Ensaio, no fim do ano passado. E ter me emprestado. Ela ainda não leu.

Antes de ir, tem uma matéria bacana escrita por Amanda Ferreira, no fim de outubro. no jornal O Estado MS. Se interessou pela HQ, dá uma lida lá. Deixei um atalho, pode clicar aqui.

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