Morra, Amor não é 'muito comercial'. Que bom

Morra, Amor traz Jennifer Lawrence em estado de Grace

Morra, Amor não é um filme fácil. Imaginei outra coisa antes de começar a assistir a atuação de Jennifer Lawrence. Certamente, mais leve, até com certo humor. Nada a ver.

As duas horas do longa dirigido pela escocesa Lynne Ramsey me lembrou fragmentos de outros filmes sobre relacionamento e tal. Como Blue Valentine (2010, já escrevi por aqui), e História de um Casamento (2019, também pitaquei por aqui). Porém, para por aí.
Die, My Love (título original), lançado ano passado, baguio é mais psicológico. É provável que você absorva diferentes impressões. Ou, muitas.
Jennifer Lawrence é Grace, aspirante a escritora, que se apaixona e casa com Jackson. O cara é interpretado por Robert Pattinson. Aliás, reconheço que o ator atingiu um nível que não imaginava ser capaz. E nem é por esse filme em questão, pois creio que sua atuação foi de boa. Sim, em O Diabo de Cada Dia.

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Daí eles vão morar em um lugar afastado, interiorzão, na casa de um falecido tio de Jackson. No começo, tudo muito bem, tudo muito bom, até que o par tem um bebê. Com Jackson na maior parte dos dias na estrada, a trabalho, Grace se vê sozinha e isolada para dar conta da casa e do recém-nascido.
Morra, Amor é uma adaptação do romance de 2017 da argentina Ariana Harwicz – olha só, deve ter a minha idade - sobre uma nova mãe no interior da França que desenvolve depressão pós-parto e entra em parafuso.
Não li o romance, por isso posso falar bobagem, mas na produção de Lynne Ramsey a história vai além. Outra coisa, as impressões podem mudar de pessoa para pessoa, de gênero, e experiências de vida.
Tudo meio envolto em cenas carregadas, poucas coloridas, várias sombras , ou claridade estourada em que a luz, em vez de iluminar as coisas, cega. Além de Jennifer e Pattinson, a dupla veterana merece elogios. Sissy Spacek (um pouco mais), como Pam, e Nick Nolte, como Harry, tia e tio de Jackson, mandam bem quando aparecem.
Morra, Amor tem ainda algo que me pega sempre quando bem escolhida: as músicas. Vai do twist, a som do Cocteau Twins, de Love Me Tender, do Elvis, a David Bowie, e cover de Love Will Tear Us Apart, musicaço do Joy Division. Aliás, a música acompanha o casal – sobretudo Grace – praticamente o longa inteiro. Baita coletânea.
Morra, Amor não é para qualquer um, uma. Porém, se assistir, não tenha receio de dizer realmente quais foram suas impressões, e se mais alguém assistiu também, idem. Dá muita conversa.
Das poucas resenhas que li sobre o longa, nenhuma conseguiu me convencer totalmente. A não ser o ponto em que justificam a ausência de Jennifer Lawrence em indicações à prêmios importantes, assim como a produção no geral. Um dos argumentos apontados é de que comercialmente não é comercial. Quer saber, que bom.
Deu. Assisti na Mubi, e tem para alugar na Prime Video e Apple TV.
Abraço.


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