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Mostrando postagens de 2026

Sol de Inverno é ‘fofo’. Talvez, nem tanto

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  Sol de Inverno é daqueles filmes tipo sensíveis (?). Li uma resenha em que a impressão no geral, após exibição na programação itinerante da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2024, foi de que ele é “fofo”. Não chegaria a tanto. Assisti sábado passado (3), na plataforma Sesc Digital. Em uma hora e meia, o diretor japonês Hiroshi Okuyama faz visualmente um belo trabalho.  O título original, Boku no Ohisama ( 僕の太陽 ), em inglês ficou My Sunshine, e tem a ver com música da dupla Humbert Humbert. Aliás, a trilha composta por Ryosei Sato é ponto positivo. A coprodução Japão-França tem como personagem principal um menino tímido, introspectivo – talvez por causa de uma gagueira – e não mostra muito apreço aos esportes dirigido aos garotos na escola, como beisebol e hóquei no gelo. No inverno, Takuya (Keitatsu Koshiyama), para para assistir as meninas na aula de patinação artística. Mais de uma vez. Principalmente pelas performances de Sakura (Kiara Nakanishi). Inicialmen...

Ao som de um bom jazz, filme The Mastermind é primeira dica do ano

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  * Editado hoje (6), pois é a segunda. A Meia-Irmã Feia furou fila. Na tentativa e erro de apontar The Mastermind como um bom filme, estou há uma semana volte e meia a pensar nele. Concorreu na Palma de Ouro, em Cannes, perdeu para o iraniano Foi Apenas Um Acidente. Lançamento da Mubi, saiu em outubro de 2025, e dirigido pela Kelly Reichardt – também correu em Cannes e viu o prêmio ir para Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto. Na real é a primeira produção dela que assisto e, ao que pesquisei rapidão, tem moral, sobretudo nos EUA, circuito independente. Bobear vou caçar mais coisas dela. Tiver sugestões, mande aí. Se não assistiu The Mastermind, resumidamente, a história parte da ideia de um cara que planeja roubar uns quadros de arte situados no museu da cidade, interior dos States, década de 70, à luz do dia. No caso, o homem é James Blaine Mooney, interpretado por Josh O’Connor (lembrete rápido, em Cannes deu Wagner Moura). Arranja uns comparsas tão amadores quanto ele e ...

Não sei se faz seu gênero, A Meia-Irmã Feia é muito bom

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  No fim de 2025, assisti a um dos filmes mais divertidos deste passado recente. A Meia-Irmã Feia mistura terror, humor daquele jeito, boas atuações, uma ambientação de época – e intervenções “modernas” - em um pacote baseado em conto dos Irmãos Grimm. Dirigido pela norueguesa Emilie Blichfeldt, o longa é baseado na Cinderela e vai meio na vibe de retratar o ponto de vista das “vilãs”. Deixei em aspas pois, sei lá, complicado vilanizar. O roteiro te dá um leque para apontar as pessoas más. Talvez a única personagem realmente lúcida é a irmã de Elvira. Atenção, na Mubi, é indicado para acima dos 18, beleza?!  Ano Novo, perrengue de sempre Já sabe, então, pra que me alongar. Se quiser, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um Pix, beleza. A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com Se não tem como ou não tá a fim, de boa. Seguimos... Elvira é quem sonha em casar com o príncipe. A interpretação de Lea Myren é acima da média. Al...