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Mostrando postagens de 2026

Difícil assistir Manas sem desembargar dor

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 T ou escutando Joy Division, depois vai vir Hearthless Bastards, New Order, Bowie, Portishead, Snuff do Slipknot… Sei, tem nada a ver com Manas. O filme dirigido por Marianna Brennand, que assisti há poucas semanas. Difícil… Comentei com uma colega também jornalista, que manja mais de cinema, e ela mandou uma corajosa “devia ir para o Oscar”. Com O Agente Secreto em clima de quase unanimidade, manter a opinião é louvável. Enrolei um pouco pra assistir o longa que se passa na Ilha de Marajó, no Pará. Queria assistir sozinho. Acho que acertei na decisão. “Marcielle, de 13 anos, sente que seu futuro está preso a um ciclo de violência e falta de oportunidades. Inspirada pela irmã que partiu, ela decide desafiar o destino das mulheres de sua família e comunidade, iniciando uma jornada de coragem para mudar sua própria história.” A sinopse é lá da Paris Filmes. De repente nem precisava, você deve saber do que se trata o filme. Em uma hora e quarenta minutos, Manas entrega o que se esper...

A Empregada é desses filmes que rola passar no mercado antes de entrar no cinema

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A Empregada é um bom entretenimento. Arrisco a dizer que é o melhor filme dirigido por Paul Feig. Baseado no livro homônimo de Freida McFadden (não li), The Housemaid é um thriller/suspense com ingredientes para dar (e tá dando) boa bilheteria no cinema. E eu nem sabia que Sydney Sweeney era famosa assim. Pois é, é que não vi as coisas em que ela participa. No papel da Millie, faz uma mulher que tem de parar em algum emprego para seguir em regime de liberdade condicional por algo que fez quando era adolescente. Nem sei se precisava contar a história do longa de pouco mais de duas horas. Bom, vamos lá. Aí ela vai pruma entrevista e consegue ser a empregada de um casal mais uma filha em que vive Nina. Esta sim, foi um dos motivos de eu desejar ver a produção estadunidense. Amanda Seyfried geralmente dá conta do recado. Sei que não é a das coisas preferidas da maioria, mas ainda elenco Lovelace como a melhor atuação dela. Então, ela é a patroa de A Empregada, e tem um temperamento sinistr...

Só escutei por agora, (en)role o soundsystem do Jhayam aí

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Como a maioria deve estar – e tenho nada contra, diga-se de passagem – em clima de ir para a rua e curtir nesta terça de Carnaval, dica “tranquila” em modo Só Escutei Agora. O som do Jhayam é dub, sound system, reggae, e vai por aí. Dá pra dançar sem se alienar. A primeira vez que escutei ele foi em novembro do ano passado. Tropecei por meio do  "Prince Fatty Presents:The Rolê of Monkey Man" . De 2018, álbum da dupla pelo selo estadunidense Delicious Vinyl. O petardo conta ainda com presenças de uma pá de gente. Que com o tempo desejo conhecer, escutar mais. Faixas bacanas como Assento Reservado, Diga-me, Soul Powah, e Fortalecendo a Cultura em que manda: “Escute, meu rapaz, eu tenho algo a lhe dizer Conhecer si mesmo é o que há, manifeste o amor que há em você A todo momento fortalecendo a cultura Pode chegar mais pra ver Sistema de som que faz tremer as estruturas Chega mais pra conferir” Pelo que li rapidinho, o paulista começou pra valer em 2008, lá pelos seus vinte anos ...

Dica de HQ, Samsara arrisca uma Campo Grande em tons cyberpunk/ancestral

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Caso queira ficar um tempinho fora do clima da folia carnavalesca, eis uma dica ficção científica em quadrinhos, com Campo Grande de pano de fundo, Momento só li agora – na real, no começo do ano - Samsara vai do cyberpunk à ancestralidade indígena com toques de Pantanal. Um bem bolado de Anderson Barboza, a HQ se passa lá por 2088. A obra tem umas de opor a inevitável automatização e controle por meio da tecnologia, tecnocracia, diante da necessidade de se reconectar com a natureza, e seres, e coisas que fazem falta já nos dias de hoje: apreço pela terra, pela Terra. Dividida em capítulos, a fita em quadrinhos tem como personagem principal, o Felipe. Jovem que se vira como pode em uma Campão onde se paga até para respirar. Ele entra numas paradas meio Neo da Matrix, meio mundos paralelos. Tem como um dos parças o Yago, que o ajuda nas conexões e nos rolês que meio torto, meio sem eles imaginarem, visam subverter a ordem vigente. Não que Felipe tenha pensado muito nisso antes, mas, dep...

Alien Sputnik sintetiza a dica de som da vez

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  A memória pode falhar, mas creio conhecer os primórdios da dica de som da vez. Tenho duas lembranças que deve ter uns vinte anos. Creio ter visto e ouvido Marino, seu teclado, e seu som sintetizador no corredor da Feirona, mas lá na rua Padre João Crippa, pertinho da Mato Grosso. Antes das barracas virarem concreto permanente no atual local, na Esplanada Ferroviária. Cenário bem alternativo de várias maneiras. Saudade da feira antiga... O outro recorte foi uma exibição num pico, acho que na rua 15 de Novembro. O lugar não existe mais, tinha até umas arquibancadas temporárias. Foi bem interessante, acho que até comprei um CD para ajudar. Depois disso, se não erro vi uma ou duas vezes em lances bem rápidos. Coincidência, tropecei em Alien Sputnik novamente para meio que ajudar. Agora em trio, Marino, com Leiliane Assis (vocal, teclados) e Alessandro Fonseca (vocal) tão numas de campanha para tocar no Lollapalooza. Quer saber mais clique aqui   Fazia muito tempo que não ouvia n...

Morra, Amor não é 'muito comercial'. Que bom

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Morra, Amor não é um filme fácil. Imaginei outra coisa antes de começar a assistir a atuação de Jennifer Lawrence. Certamente, mais leve, até com certo humor. Nada a ver. As duas horas do longa dirigido pela escocesa Lynne Ramsey me lembrou fragmentos de outros filmes sobre relacionamento e tal. Como Blue Valentine (2010, já escrevi por aqui ), e História de um Casamento (2019, também pitaquei por aqui ). Porém, para por aí. Die, My Love (título original), lançado ano passado, baguio é mais psicológico. É provável que você absorva diferentes impressões. Ou, muitas. Jennifer Lawrence é Grace, aspirante a escritora, que se apaixona e casa com Jackson. O cara é interpretado por Robert Pattinson. Aliás, reconheço que o ator atingiu um nível que não imaginava ser capaz. E nem é por esse filme em questão, pois creio que sua atuação foi de boa. Sim, em O Diabo de Cada Dia . Se der, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um Pix, beleza. A chave é a mesma d...

A Natureza das Coisas Invisíveis é a dica de boinha da vez

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  A Natureza das Coisas Invisíveis é um bom drama e vale dica. Na real, antes de assistir, encarei como um plus, pois inicialmente o que nos levou até a Estação Cultural Teatro do Mundo na última quarta (28) foi o curta Amarela (dei meus pitacos no texto anterior). Que bom ter ido. Como disse anteriormente, ver ao lado de mais gente e em uma tela maior do que a minha televisãozinha são experiências bem mais interessantes. Fui sem nenhuma expectativa, não tinha lido ou visto nada sobre a produção. Dirigido pela brasiliense Rafaela Camelo, o longa tem instantes mais densos, porém, no geral é polvilhado de leveza. Mesmo que boa parte seja filmado em hospital. Pois é onde trabalha a enfermeira Antônia, interpretada por Larissa Mauro. Ela é mãe de Glória, a menina que está de férias e passa o dia tentando se divertir de alguma forma. A atuação de Laura Brandão é cativante.  O nível de empatia aumenta quando conhece Sofia, de mesma idade – por volta dos dez anos – que chega lá para ...

Amarela é tenso para nipo e brasileiros

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  Talvez soe impopular, porém entendo a pouca falta de apelo dentro do país para Amarela.  Sem contar que a própria conta Amarela Short Film (instagram) parece estar em patamar que não precisa de divulgação. “Olá, tudo bem? O curta já está disponível?” Mandei mensagem em 12 de dezembro e até hoje… Agora dá para ter acesso via Globoplay, parece.  Dá nada não, conseguimos assistir em grande estilo na Estação Cultural Teatro do Mundo. Iniciativa bem legal - passou também A Natureza das Coisas Invisíveis - um sopro em plena quarta-feira de Campo Grande. Experiência coletiva é mais reveladora. Não deu pra trocar ideia com o pessoal depois da sessão. Fica pruma próxima.  Amarela foi lançado em 2024, e tem 15 minutos. Em sua esmagadora maioria do tempo exala uma energia potente, tensa. Dirigido por André Saito é ambientado em uma São Paulo no meio da final da Copa de 1998. Torcedora e muito da Seleção, Érica é a protagonista que sonha com o título diante da França de Zined...

O Último Azul navega contra aquela velha opinião formada sobre envelhecer

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O Último Azul traz como um dos chamarizes Rodrigo Santoro. Só pra avisar, ele não é a pessoa protagonista do filme dirigido por Gabriel Mascaro. E, tá tudo bem. O roteiro também é do pernambucano – eita que diretor por aquelas bandas está em alta, hein – que também assina dentre outras produções, a interessante Divino Amor (2019), além de Boi Neon (2015), e Doméstica (2012). Sobre a ficção/drama, alvo do pitaco da vez, trata-se de um Brasil distópico, em que idosas e idosos vão para uma colônia quando atingem certa idade – perto dos 80. O programa federal de assentamento forçado tem entre os objetivos aumentar a produtividade dos jovens, que não precisam perder tempo em cuidar. Gente velha atrapalha a economia, né. Agora, o dinheirinho deles ninguém recusa... Mascaro escolhe o norte do país para navegar no tema. Aí sim, a correnteza do longa traz sua personagem principal, Tereza, 77 anos. Ela tem uma filha, mas mora sozinha, trabalha e não tem problemas de saúde. Mesmo assim, chega a h...

Dica de som, YMA amplia seu leque sem perder o controle em Sentimental Palace

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  Lá vai a primeira sugesta de som de 2026 deste leigo que escreve. O segundo, e último álbum, da YMA , saiu lá por volta de outubro do ano passado. A paulistana Yasmim Mamédio segue com um som de boa. Se tá bacana como Par de Olhos (2019), aí vai de cada um. Neste Sentimental Palace , ela não hesita em surfar em várias direções. Além da pegada intimista, por vezes introvertida, a artista junta umas batidas eletrônicas aceleradas na melhor faixa, que é fritar na areia!!  – assim mesmo em minúsculas. Não se engane, no geral, o álbum vai no ritmo YMA. “Tá todo mundo quase morto, todo mundo quase morto”, diz em 2001, com arranjo meio jazz, meio que não.  dentro de mim dá aquela sensação de já ter escutado algo semelhante em outro lugar, e isso não é demérito. Momento perrengue Se quiser, me apoie. Pode ser com propostas, sugestões e tal. Se acha que o blog merece um Pix, beleza. A chave é a mesma do e-mail – blogdokisho2@gmail.com Se não tem como ou não tá a fim, de boa...