Uma pausa para uma noite de Música Clássica
Um público considerável, alguns conheceram o Octávio Guizzo pela primeira vez e tal, bacana, isso. Não é de hoje, a impressão é a de que o gênero tem ganhado espaço em Campão. No caso dos dias do Encontro, a programação também deve ter tido a intenção de furar a bolha mesmo. Popularizar.
Bora para a noite com direito a fila para entrar e tal. Eu mesmo peguei ingresso na hora, pois pelo Sympla esgotou dias antes. Coube geral, tranquilo, apenas algumas cadeiras quedaram vazias.
Começou com Sweet Child O' Mine, aquela do Guns N’ Roses mesmo. Versão Quarteto Aporá, que apresentou versões de músicas famosas do rock/pop ao palco. Impressão é a de que pessoal gostou. Nada contra, mandaram um Exagerado (Cazuza), Mamonas Assassinas (Pelados em Santos), e tal. Eu que, sei lá, tava na vibe não. Ainda meio desfocado, saca?
Na sequência, Eduardo Martinelli chega acompanhado do Quinteto da Orquestra Sinfônica de Campo Grande. Viva Vivaldi. E, aquela sensação de sentir sua audição agradecer. Uma pena que foi rapidão.
Aliás, o modo compacto foi uma das marcas da noite. Receio, para encaixar todas as atrações na programação. Mas, no geral, poderia ter uma meia hora a mais. Né?!
Na sequência, olha só, se pá foi a primeira vez que assisti a participação de solistas. Canto Lírico e Orquestra trouxe se não me engano, além dos instrumentistas da Orquestra, Denis Lopes, Luciana Fisher e Bianca Danzi.
Interpretações em francês, italino, com aquele acerto no alvo: mesmo quem não é muito fã de música clássica, certamente (sem saber, como eu), já passou por Con Te Partiró. Um tom leve no recinto, ajudado pela escolha na programação, como a “boneca” que cantava à medida que se dava corda. Menção ao momento gatinho Dueto Buffo Di Due Gatti, com os miaus líricos de Luciana e Bianca.
E, segue o encontro na direção de Edineide Dias, e com direito a Misa Criola. Aliás, taí, depois que fui ver (e escutar) que já havia oído com Mercedes Sosa, a quem dispensa apresentações.
Na noite de quarta, juntou o pessoal do Masis Brasil, Coro Lírico Cant’arte, e a OSCG – óbvio – para fechar bem a noite, na mistura do erudito com o toque latino que traz uma vivacidade e acrescenta energia para qualquer Credo. Oh, Gloria. Se não entendeu, tudo bem. Quem foi. Captou. Quem não, talvez.
O projeto teve bem mais coisas, atividades. mais de um dia, por isso, creio que vale muito a pena. Pelo que entendi, o que rolou na quarta é repertório que o pessoal leva ao interior de Mato Sul. Catedral Erudita, Na torcida e ansioso para a edição 2027.
E é isso. Se falei muita groselha e errei nos créditos, perdão. Na real, escrever sobre isso pode parecer fora de sintonia com o atual momento, em que o obscurantismo novamente bate a porta com força. É que só queria dar uma pausa mesmo. Pra cabeça e pro coração.
Ah, e, naquela, se puder me apoiar, manda Pix, com o valor que quiser.
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Desejar só trocar ideia ou entrar em contato, bacana também.
Abraço, e cuide-se.



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